O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da disputa presidencial, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (15). O levantamento aponta Lula com 49% das intenções de voto, contra 43% de Flávio.
Na comparação com a pesquisa anterior, realizada em maio, Lula avançou dois pontos percentuais, de 47% para 49%, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu estacionado em 43%. Com isso, a diferença entre os dois passou de quatro para seis pontos percentuais. 
No cenário de primeiro turno, Lula também lidera a disputa, com 42% das intenções de voto, nove pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que aparece com 33%. Os demais nomes testados registram percentuais mais baixos: Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) variam entre 2% e 4%.
O levantamento reforça a concentração da corrida presidencial entre os dois principais candidatos, já que nenhum dos demais postulantes ultrapassa a marca de 4% e, juntos, somam apenas 17% das intenções de voto.

A pesquisa também simulou outros cenários de segundo turno. Lula venceria Romeu Zema por 49% a 39%, Ronaldo Caiado por 48% a 39% e Renan Santos por 49% a 36%.
Outro dado destacado pelo levantamento é o crescimento da rejeição de Flávio Bolsonaro, que atingiu 52%, o maior índice da série histórica. Em abril, o senador registrava 48% de rejeição, percentual que subiu para 50% em maio. Lula aparece com rejeição de 47%, enquanto Aécio Neves lidera esse indicador, com 62%.
Entre os entrevistados, 40% afirmaram preferir a continuidade do governo Lula por mais quatro anos. Já 31% disseram apoiar Flávio Bolsonaro ou outro candidato respaldado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Os que defendem outra alternativa somam 24%.
A pesquisa mostra ainda que o eleitorado dos dois principais concorrentes apresenta elevado grau de convicção. Entre os eleitores de Lula, 81% afirmam que o voto está definido. No caso de Flávio Bolsonaro, esse índice é de 77%. A média geral de eleitores decididos chega a 73%.
O levantamento ouviu 2.017 pessoas entre os dias 12 e 14 de junho, em todas as unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais.