Planta medicinal comum em jardins reúne nutrientes e pode favorecer a digestão; saiba qual

Encontrada facilmente em diferentes regiões, planta pode ser consumida das folhas às raízes e é fonte de fibras, vitaminas e minerais
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O dente-de-leão é uma planta encontrada espontaneamente em diferentes partes do mundo e que chama atenção tanto pelo uso culinário quanto pelas propriedades atribuídas a seus compostos naturais. De sabor amargo, a erva pode ser utilizada em saladas, preparações quentes e infusões. A informação é do jornal La Nacion, da Argentina.

Originário da Europa e da Ásia, o dente-de-leão se adaptou a diferentes ambientes e atualmente pode ser encontrado em campos, jardins, terrenos baldios e até em vasos. A planta é conhecida também como chicória amarga e pode chegar a cerca de 40 centímetros de altura.

O sabor característico está relacionado à presença de compostos amargos que, segundo especialistas em nutrição, podem favorecer a digestão. Todas as partes da planta são aproveitáveis, incluindo folhas, flores e raízes.

Quais são os benefícios do dente-de-leão?

Com cerca de 85% de água, o dente-de-leão também contém fibras, vitaminas, minerais e diferentes compostos bioativos. Entre eles estão flavonoides, polifenóis, carotenoides e mucilagens, associados à ação antioxidante da planta.

Essas substâncias ajudam a combater os radicais livres, moléculas que podem provocar danos às células quando presentes em excesso no organismo.

Outro destaque é o efeito diurético atribuído à planta. Seu consumo pode estimular a eliminação de líquidos pela urina, embora isso não signifique que ela deva ser utilizada como substituta de tratamentos médicos.

As fibras presentes no vegetal também podem contribuir para o funcionamento do intestino, favorecendo o trânsito intestinal e a digestão. A raiz possui ainda inulina, um tipo de fibra com efeito prebiótico que serve de alimento para bactérias benéficas da microbiota intestinal.

A planta também apresenta diferentes micronutrientes. Entre as vitaminas, destacam-se C, A e K, além de vitaminas do complexo B e ácido fólico.

A vitamina C participa do funcionamento do sistema imunológico, da produção de colágeno e da absorção de ferro. Já a vitamina A está relacionada à manutenção da pele e de outros tecidos. A vitamina K participa de processos ligados à coagulação do sangue e à saúde óssea.

Entre os minerais encontrados no dente-de-leão estão potássio, magnésio, cálcio e ferro. Esses nutrientes desempenham funções importantes no organismo, como participação na contração muscular, funcionamento do sistema nervoso, formação dos ossos e transporte de oxigênio pelo sangue.

Dente-de-leão. (Foto: Reprodução)
Dente-de-leão. (Foto: Reprodução)

Como consumir o dente-de-leão?

O consumo pode ocorrer de diferentes maneiras. Folhas jovens podem ser utilizadas cruas em saladas. As folhas mais maduras, que tendem a apresentar sabor mais intenso, podem ser picadas ou submetidas ao cozimento.

A planta também pode ser acrescentada a sopas, ensopados e purês. As flores podem ser consumidas cruas ou cozidas e também utilizadas em conservas.

A raiz, por sua vez, pode ser cortada e adicionada a saladas. Outra possibilidade é secá-la e tostá-la antes de utilizá-la em preparações ou infusões.

No caso do cozimento, a recomendação é evitar períodos muito longos de exposição ao calor, já que algumas vitaminas, especialmente C e A, podem sofrer perdas durante o processo.

O dente-de-leão também aparece em produtos preparados a partir de extratos da planta. Nesses casos, a concentração de seus compostos pode ser diferente daquela encontrada no vegetal utilizado como alimento.

Existem contraindicações?

Apesar de ser consumido por adultos saudáveis, o dente-de-leão não deve ser tratado como um medicamento isento de riscos. O uso em grandes quantidades pode provocar desconforto gastrointestinal e outros efeitos indesejados.

Pessoas com problemas renais, biliares ou no aparelho digestivo devem conversar com um profissional de saúde antes de utilizar a planta regularmente. O mesmo cuidado vale para gestantes, lactantes e crianças, especialmente porque não há evidências suficientes para estabelecer a segurança de determinadas formas e quantidades de consumo nesses grupos.

Também é importante ter atenção ao colher a planta diretamente da natureza. O dente-de-leão pode crescer em locais expostos a agrotóxicos, resíduos, fezes de animais e poluição causada pelo trânsito.

Por isso, quem pretende consumir plantas silvestres deve ter certeza da identificação da espécie e da procedência. Mesmo uma planta comestível pode representar risco quando retirada de uma área contaminada.

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