Contrariando todas as expectativas, o deputado federal e presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves, anunciou na tarde desta sexta-feira (28) que será candidato ao Senado por Minas Gerais. Em coletiva de imprensa na sede do PSDB, em Belo Horizonte, ele, que no início do mês disse que não se candidataria para nenhum cargo público nas eleições de 2026, anunciou a novidade.
O candidato que acumula mais de 40 mandatos públicos, disse que recebeu muitos pedidos para repensar a decisão e que “mudou de rota” por Minas Gerais. “Nós chegamos a uma situação quase que inadministrável no nosso estado. […] Minas Gerais precisará ter no Senado uma representatividade muito maior do que em qualquer tempo”, declarou em coletiva.
Aécio afirmou também que vê no Senado um ambiente mais favorável para trabalhar na construção de um projeto político para 2030, voltado ao centro e distante de posições extremadas. “É no Senado Federal que pretendo rearticular as forças de centro para apresentar ao Brasil um projeto transformador”, disse.
O ex-governador disputa uma das vagas ao Senado por Minas Gerais pela coligação “Cuidar de Minas”, composta pelo PDT e pela Federação PSDB-Cidadania. A composição da chapa passou por mudanças nos últimos dias: Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB), que inicialmente integravam a disputa, apresentaram à Justiça Eleitoral pedidos para deixar as candidaturas.
De acordo com o calendário eleitoral, o prazo para substituição de candidatos se encerra em 14 de setembro, 20 dias antes da votação. A regra está prevista no artigo 72 da Resolução 23.609/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Corrida eleitoral mineira
O PDT anunciou na quinta-feira (27) a retirada de Marcelo Heringer da corrida por uma cadeira no Senado em Minas Gerais. Heringer é irmão do presidente nacional da legenda, Mário Heringer. Segundo o partido, o pedido de desistência havia sido protocolado na Justiça Eleitoral na quarta-feira (26).
No mesmo dia, Gustavo Galassi, empresário e engenheiro que concorria pelo PSDB na mesma chapa, também oficializou junto à Justiça Eleitoral sua intenção de renunciar à candidatura.
Nos documentos encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), os dois candidatos afirmaram que a decisão de deixar a disputa foi tomada de maneira voluntária, sem qualquer tipo de coação ou vício de consentimento.