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O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) foi eleito neste domingo (4) para uma das duas vagas do Paraná no Senado, com mandato de oito anos. A vitória ocorre um dia após o ex-procurador da Operação Lava Jato ter a candidatura cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste domingo, porém, o presidente da Corte, ministro Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão e garantiu a contabilização dos votos recebidos por Dallagnol.

A outra vaga do estado no Senado ficou com Filipe Barros (PL).

A candidatura de Dallagnol foi marcada por uma série de reviravoltas na Justiça Eleitoral. Em setembro, ele chegou a ser impedido de pedir votos, participar de debates e aparecer na propaganda eleitoral no rádio e na televisão após questionamentos apresentados pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT e PDT.

Deltan Dallagnol, do Podemos-PR • Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Deltan Dallagnol. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

A controvérsia está relacionada à saída de Dallagnol do Ministério Público Federal (MPF). A Justiça Eleitoral entendeu anteriormente que o ex-procurador deixou o cargo enquanto ainda respondia a procedimentos disciplinares internos, o que configuraria impedimento previsto na Lei da Ficha Limpa.

A questão já havia provocado a cassação do mandato de deputado federal conquistado por Dallagnol em 2022. Naquele pleito, ele recebeu 344.917 votos e foi o deputado federal mais votado do Paraná, mas permaneceu apenas alguns meses na Câmara.

Em maio de 2023, o TSE decidiu por unanimidade cassar seu mandato. Na ocasião, os ministros acompanharam o entendimento do então relator Benedito Gonçalves de que Dallagnol havia deixado o Ministério Público menos de um ano antes das eleições enquanto ainda havia procedimentos administrativos relacionados à sua atuação.

A disputa jurídica voltou ao centro da eleição neste fim de semana. Horas antes da contabilização dos votos, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, determinou que a candidatura de Dallagnol fosse considerada indeferida e que os votos dados a ele fossem tratados como nulos.

A decisão, porém, foi suspensa por Nunes Marques. O presidente do TSE considerou que a medida havia sido tomada em cima da hora, quando as urnas já estavam fechadas, e determinou que os votos de Dallagnol fossem registrados até que o caso seja analisado pelo colegiado da Corte.

Com a decisão provisória, os votos foram contabilizados e Dallagnol terminou a eleição entre os dois candidatos escolhidos pelos paranaenses para o Senado. A situação jurídica de sua candidatura, entretanto, ainda depende do julgamento definitivo pelo TSE.

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