O dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira em leve baixa, cotado a R$ 5,073, após uma semana de forte volatilidade marcada pelo avanço acumulado de 1,77% ante o real. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa registrou alta de 0,54%, fechando aos 205.430,33 pontos e interrompendo uma sequência de três pregões consecutivos de perdas, embora tenha acumulado desvalorização de 1,7% ao longo da semana.
O ambiente de negócios continuou moldado por fatores externos e internos. No cenário internacional, a divulgação de índices de preços nos Estados Unidos intensificou as apostas em novos aumentos de juros pelo Federal Reserve, elevando os rendimentos dos títulos do Tesouro e fortalecendo o dólar globalmente, em um dia em que os contratos futuros do petróleo Brent voltaram a disparar para perto de US$ 109 por barril. No Brasil, os investidores repercutiram a divulgação do IBC-Br, prévia do PIB que mostrou alta de 0,3% em agosto, enquanto mantiveram a atenção voltada para as pesquisas eleitorais que apontam empate técnico na corrida presidencial para o segundo turno.
Cenário político e atividade econômica
A proximidade da decisão eleitoral e a indefinição sobre os rumos da política econômica a partir de 2027 continuam ditando o tom de cautela dos agentes financeiros, somando-se à leitura de desaceleração na margem da atividade econômica indicada pelos dados do Banco Central.
Destaques corporativos e globais
As bolsas globais e os ativos locais operaram sob o impacto combinado da aversão ao risco gerada pela alta das commodities energéticas e pelos balanços do setor de tecnologia no exterior, mantendo os investidores seletivos na alocação de portfólios.