Um homem foi preso suspeito de vandalizar três igrejas católicas em Caldas Novas, no sul de Goiás, após confessar à Polícia Militar que cometeu os ataques por ser contrário à Igreja Católica. Os episódios ocorreram entre a noite de sábado (17) e a madrugada de domingo (18) e provocaram danos a portas, janelas, vitrais e a uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.
O suspeito foi localizado no município vizinho de Morrinhos, após uma operação da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) e de equipes de inteligência da Polícia Militar de Goiás. Segundo a corporação, ele tentou fugir ao perceber a aproximação dos agentes, mas acabou abordado e preso. Um veículo Chevrolet Zafira, que teria sido utilizado nos ataques, foi apreendido.
De acordo com o capitão Dênio, comandante da CPE, o homem apresentava sinais de consumo de álcool e substâncias psicoativas. Durante a abordagem, teria admitido a autoria das depredações e explicado sua motivação religiosa.
“O indivíduo informou que teria quebrado [as igrejas], e que teria praticado dano porque seria contra a igreja católica por ela adorar santos, entre outras situações”, afirmou o policial, em declaração ao site “Metrópoles”.
Os ataques atingiram a Capela São Lucas, no bairro Bandeirantes, onde foram destruídas uma porta de vidro e a entrada de um salão; a Capela Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no bairro Mansões Águas Quentes, que teve janelas e a porta principal danificadas; e a Paróquia Divino Pai Eterno, no bairro Estância Itaguaí II, onde vitrais e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida foram atingidos.
Paróquias repudiam depredações
Em comunicado publicado nas redes sociais, a Paróquia Nossa Senhora das Dores, responsável pelas duas capelas, manifestou indignação e chegou a levantar a suspeita de que os ataques tivessem sido coordenados. “Tudo indica que é algo orquestrado. Rezemos”, declarou a instituição. Até o momento, porém, não há confirmação de participação de outras pessoas.
A Paróquia Divino Pai Eterno também repudiou os episódios e classificou as depredações como uma grave demonstração de desrespeito à comunidade religiosa.
“Recebemos esse acontecimento com o coração entristecido, lamentando profundamente tamanha falta de respeito à nossa fé, à nossa comunidade e ao nosso espaço sagrado. Repudiamos toda forma de intolerância religiosa e violência, pedimos, acima de tudo, respeito”, afirmou a instituição em nota divulgada no domingo (18).
A comunidade informou ainda que adotará as medidas legais cabíveis, mas não fará novos pronunciamentos sobre o episódio. Em outra manifestação, agradeceu à Polícia Militar pela rápida identificação e prisão do suspeito.
A Polícia Civil confirmou a prisão em flagrante por intolerância religiosa e crime de dano. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias dos ataques.