Edu Moreira leva a Lula manifesto contra bets com 1,8 milhão de assinaturas

Campanha pretende ampliar pressão popular para impedir retomada das plataformas e cobrar medidas de proteção à população
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O fundador do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), Eduardo Moreira, entregou nesta quinta-feira (5), em Brasília, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), um manifesto contra a volta das plataformas de apostas online, conhecidas como bets. A mobilização reuniu 1,8 milhão de assinaturas em menos de dois dias.

Moreira publicou um vídeo anunciando a entrega do documento e convocando a população a ampliar a divulgação do abaixo-assinado. Na postagem, afirmou que o movimento representa a insatisfação de milhões de brasileiros com a possibilidade de retomada das atividades das empresas de apostas.

“O Brasil não aceita a volta desta doença que ceifou vidas e o desenvolvimento do país”, escreveu.

Edu Moreira também criticou a atuação do setor de apostas nos bastidores do Judiciário e do Legislativo e afirmou que a mobilização popular precisa fazer frente à pressão econômica das empresas. “Eles querem roubar os bilhões do povo trabalhador, nós queremos as vidas deste mesmo povo protegidas”, declarou.

O manifesto foi lançado na noite de segunda-feira (2), em uma iniciativa que busca reunir assinaturas contra a retomada das bets no Brasil. Entre as principais reivindicações estão a manutenção da proibição das apostas de quota fixa, o fim do patrocínio de empresas de apostas a clubes de futebol, transmissões esportivas e influenciadores digitais, além da criação de atendimento público para pessoas com vício em jogos e famílias endividadas.

A mobilização ocorre em meio à disputa judicial sobre a proibição das plataformas. O governo Lula suspendeu as atividades das bets e dos cassinos online em 25 de setembro, por meio da Medida Provisória nº 1.394/2026. Clubes de futebol e empresas do setor recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a medida.

Na terça-feira (3), o ministro Luiz Fux realizou uma audiência pública para discutir o tema, antes de decidir sobre o pedido de suspensão da medida provisória. Representantes do governo federal, do setor esportivo e da indústria de apostas participaram da discussão.

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