As bolsas mundiais operam no campo positivo, nesta manhã de quinta-feira (26), com os investidores à espera da leitura final do PIB (Produto Interno Bruto) do 1º trimestre nos Estados Unidos e dados de bens duráveis de maio.
Os agentes também reagem a novas investidas do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), Jerome Powell, devido à manutenção das taxas de juros ocorrida na reunião de 18 de junho.
Uma notícia publicada no Wall Street Journal diz que Trump avalia antecipar a escolha do novo presidente do Fed, possivelmente entre setembro e outubro — muito antes do fim do mandato de Powell, previsto para maio de 2026. Porém, trocar o presidente do Fed, que tem autonomia do governo norte-americano, não é tarefa muito fácil. Crítico frequente de Powell, Trump voltou a chamá-lo de “terrível” e já chegou a cogitar sua demissão antes.
No Brasil, os destaques da agenda econômica são a divulgação da prévia da inflação, o IPCA-15, divulgado às 9h pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); o Relatório de Política Monetária do Banco Central, após a decisão de manter a Selic em 15%; e os dados de arrecadação de maio, que será divulgado pela Receita Federal às 11h.
Brasil
O Ibovespa voltou a cair na quarta-feira (25), fechando com menos 1,02%, aos 135.767 pontos, acumulando a sexta queda em oito sessões. Por sua vez, o dólar comercial subiu 0,63%, a R$ 5,55. Os juros futuros encerraram o dia sem direção definida, refletindo um mercado pressionado por ruídos internos.
Entre os destaques de queda, a Vale (VALE3), um dos pesos-pesados do Ibovespa, recuou 0,12%, em um dia de volatilidade nos mercados globais e sem suporte do minério. A gigante da mineração seguiu o mau humor generalizado, que também atingiu Petrobras (PETR4) (-0,51%) e PRIO (PRIO3) (-1,28%), apesar da leve recuperação do petróleo.
Europa
As bolsas europeias avançam, enquanto a libra esterlina se fortaleceu em relação ao dólar americano e atingiu US$ 1,3735, seu nível mais alto desde outubro de 2021.
STOXX 600: +0,14%
DAX (Alemanha): +0,56%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,07%
CAC 40 (França): +0,08%
FTSE MIB (Itália): +0,03%
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA sobem hoje, com os agentes à espera da leitura final do PIB do 1º tri dos EUA e do índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve para balizar a política monetária.
Dow Jones Futuro: +0,26%
S&P 500 Futuro: +0,35%
Nasdaq Futuro: +0,49%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, em correção de altas recentes. O destaque da região foi o índice Nikkei, do Japão, que atingiu a máxima de cinco meses. Nos dois pregões anteriores, os mercados asiáticos haviam avançado de forma generalizada à medida que as tensões no Oriente Médio diminuíram após o cessar-fogo entre Israel e Irã, que teve início na terça-feira (24).
Shanghai SE (China), -0,22%
Nikkei (Japão): +1,65%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,61%
Kospi (Coreia do Sul): -0,92%
ASX 200 (Austrália): -0,10%
Petróleo
Os preços do petróleo avançaram levemente, estendendo os ganhos da sessão anterior, após uma queda nos estoques de petróleo bruto dos EUA acima do esperado indicar demanda aquecida.
Petróleo WTI, +0,05%, a US$ 64,95 o barril
Petróleo Brent, +0,01%, a US$ 67,69 o barril
Agenda
Nos Estados Unidos, a agenda inclui discursos de membros do Fed, o banco central do país; dados de bens duráveis de maio; moradias pendentes, também de maio; e a leitura final do PIB (Produto Interno Bruto) do 1º trimestre.
Por aqui, no Brasil, a Câmara aprovou na quarta-feira (25) a medida provisória que amplia o uso do Fundo Social do Pré-Sal, permitindo a criação de uma nova faixa do Minha Casa, Minha Vida e uma linha de crédito para reformas habitacionais. A proposta, que segue para o Senado, inclui ainda regras para destinar parte dos recursos à saúde e educação, e estabelece critérios regionais de aplicação. A medida também incorpora proposta que autoriza a venda de petróleo excedente da União, com potencial de arrecadação de até R$ 20 bilhões em 2025.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg