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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em baixa nesta terça-feira (1º), após o S&P 500 registrar seu melhor trimestre desde 2023. A cautela domina os mercados com foco na política monetária dos EUA e nas negociações comerciais internacionais.

O presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), Jerome Powell, discursa às 10h30 e pode sinalizar os próximos passos dos juros americanos. Na sequência, saem dados importantes como o PMI industrial, o ISM da indústria e o relatório JOLTS sobre o mercado de trabalho.

No Brasil, o destaque é o PMI industrial de junho, divulgado às 10h. No campo político, o governo ingressa no STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar reverter a decisão do Congresso que barrou a alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), em mais um movimento de tensão fiscal.

Brasil

O Ibovespa encerrou a segunda-feira (30) com alta de 1,45%, aos 138.854 pontos — maior ganho percentual em uma única sessão desde 16 de junho. Com isso, o principal índice da B3 acumula avanço de 1,33% no mês, 6,6% no segundo trimestre e expressivos 15,44% no primeiro semestre de 2025.

O bom humor dos investidores foi impulsionado por uma combinação de fatores: perspectiva de queda de juros no Brasil, dados econômicos favoráveis (como o Caged e a dívida pública abaixo do esperado), e ainda o alívio nas tensões comerciais entre Estados Unidos e parceiros, como Canadá e União Europeia.

A reação nos mercados foi ampliada pela valorização do real: o dólar caiu 0,91%, fechando a R$ 5,434, no pior semestre da moeda americana frente ao real em mais de 50 anos. Os juros futuros também recuaram em toda a curva.

Europa

As bolsas europeias operam sem direção definida, repercutindo a ligeira alta do índice de preços ao consumidor na zona do euro em junho, retornando à meta do BCE (Banco Central Europeu). O IPC subiu 2,0% anualmente no mês passado, atingindo o ponto médio da meta do BCE, acelerando marginalmente em relação aos 1,9% de maio, e em linha com as expectativas. Na comparação mensal, o indicador subiu 0,3% após permanecer estável no mês anterior.

STOXX 600: -0,18%
DAX (Alemanha): -0,34%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,02%
CAC 40 (França): -0,37%
FTSE MIB (Itália): -0,40%

Estados Unidos

Os índices futuros recuam hoje, com os investidores à espera de dados como o PMI e o relatório de vagas nos EUA antes do payroll. O presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), Jerome Powell, participa do retiro anual do BCE (Banco Central Europeu), em Portugal, e sua fala pode sinalizar os rumos dos juros. No Congresso, Senado dos EUA avança com projeto tributário de Trump, agora mais caro.

Dow Jones Futuro: -0,06%
S&P 500 Futuro: -0,16%
Nasdaq Futuro: -0,22%

Ásia

As bolsas da Ásia-Pacífico fecharam mistas, refletindo cautela com tarifas dos EUA. A trégua de 90 dias nas tarifas americanas expira na próxima semana. O secretário do Tesouro dos EUA,  Scott Bessent, alertou que impostos podem voltar se não houver avanço nas negociações.

Shanghai SE (China), +0,39%
Nikkei (Japão): -1,24%
Hang Seng Index (Hong Kong): fechado por feriado
Kospi (Coreia do Sul): +0,58%
ASX 200 (Austrália): -0,01%

Petróleo

Os preços do petróleo operam com leve alta após abertura negativa, em meio a expectativas de que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) eleve a produção em agosto e a temores de desaceleração econômica diante da possibilidade de tarifas mais altas nos EUA.

Petróleo WTI, +0,25%, a US$ 65,27 o barril
Petróleo Brent, +0,28%, a US$ 66,93 o barril

Agenda

Nos EUA, os agentes estarão de olho no discurso de Jerome Powell, presidente do Fed; o PMI e o ISM da indústria de junho; gastos com construção de maio; e relatório Jolts de maio.

Por aqui, no Brasil, após aval do presidente Lula, o governo decidiu que ingressará nesta terça-feira no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma ação para tentar anular a decisão do Congresso que derrubou a alta do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O questionamento será feito pela AGU (Advocacia-Geral da União), segundo auxiliares do presidente. Haddad afirmou na segunda-feira (30) que o governo seguirá promovendo justiça social, apesar das críticas. Após a derrubada do decreto do IOF pelo Congresso, Haddad reagiu dizendo que “não adianta gritar” e que o foco seguirá na redistribuição de renda. Ele rebateu acusações de aumento de impostos, afirmando que o governo está apenas “fechando brechas” e retirando privilégios.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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