Não é novela, mas poderia ser

Dirceu Borboleta, fiel escudeiro de Odorico, lembra demais Mauro Cid, não?
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O Brasil virou um lugar, no mínimo, curioso. Uma mistura de The Office com Bem-Amado e toques de Zorra total nos bastidores.

Está lá na conta da InfoMoney nas redes sociais: “Bolsonaro cogita negociar desgaste por tarifa dos EUA”. A ideia, segundo a reportagem, é que Jair inicie um contato com Donald Trump, por meio de seu filho Eduardo Bolsonaro, o diplomata informal também conhecido como doutor cloroquina, para tentar reverter a medida. É ser tipo veneno, antídoto e a serpente ao mesmo tempo.

O Brasil é o lugar onde a trapaça vira história de superação. Pablo Marçal anda vendendo batismos em água por módicos 20 mil reais. Destilar ódio, espalhar fake news e exaltar crimes nas redes? Relaxe, é “liberdade de expressão” (desde que você seja branco e rico).

Aqui, no nosso Brasil, parlamentares tietam influenciadora em CPI como se estivessem na Comic Con e depois partem pra cima da ministra do Meio Ambiente. Enquanto isso, os ricos pagam menos impostos que a esmagadora maioria da população. Desigualdades de renda? Tranquilo: uma minoria com quase tudo, e o resto com boleto vencido.

Se você matar alguém dirigindo a 200 km/hora num carro de milhões, a polícia espera sua mãe chegar com um suquinho e colhe seu depoimento com carinho. Agora, se você for preto… é melhor correr, irmão!

O maior estado brasileiro é liderado por um governador lambe-botas nível hard. Tem deputado bananinha que larga o cargo, embolsa 2 milhões de mesada e vai para os Estados Unidos passear na Disney e, nas horas vagas, trama golpe contra a própria democracia.

Sério, nem Dias Gomes, com toda a sua genialidade criativa, imaginaria personagens tão caricatos-diabólicos quanto os que temos no Congresso brasileiro. Aliás, se Odorico Paraguaçu fosse real, já estaria se lançando pré-candidato à presidência de 2026: corrupto, populista, obcecado e cheio de bordão.

Pensando bem, Dirceu Borboleta, fiel escudeiro de Odorico, lembra demais Mauro Cid, não? Um, caçava borboletas, o outro, joias sauditas. Ambos, fiéis ao patrão (ou não!).

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