Chuva de meteoros Perseidas terá pico entre esta terça e quarta; veja como observar

O fenômeno será mais visível para quem está na região Norte do Brasil
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A chuva de meteoros Perseidas, uma das mais aguardadas do ano, deve atingir seu pico de atividade entre a noite desta terça-feira (12) e a madrugada de quarta (13). O fenômeno será mais visível para quem está na região Norte do Brasil.

As Perseidas acontecem todos os anos, quando a Terra cruza uma nuvem de fragmentos deixada pelo cometa Swift-Tuttle. Ao entrar na atmosfera em alta velocidade, essas partículas se incendeiam e formam riscos luminosos no céu, conhecidos popularmente como “estrelas cadentes”.

Observação

O fenômeno pode ser visto de meados de julho até o fim de agosto, mas o seu auge ocorre agora, segundo o Observatório Nacional (ON). No Hemisfério Norte, em condições ideais, é possível ver de 50 a 75 meteoros por hora. No Brasil, a visualização é mais restrita.

A melhor chance de observação é durante a madrugada, a partir das 3h. Quanto mais ao Sul, mais tarde os meteoros serão visíveis, e o brilho da Lua pode atrapalhar. Para tentar observar o fenômeno, é importante procurar um local escuro e afastado de grandes cidades, longe da poluição luminosa.

Chuvas de meteoros

Segundo o Observatório Real de Greenwich, ao longo de 2025 ocorrerão 12 chuvas de meteoros relevantes. A primeira foi a Quadrantidas, ativa de 26 de dezembro de 2024 a 12 de janeiro de 2025, com pico entre 3 e 4 de janeiro e até 120 meteoros por hora. Em abril, foi possível observar as Líridas, de 16 a 25, com pico no dia 22 e cerca de 18 meteoros por hora. Também em abril, ocorreram as Eta Aquáridas, de 19 de abril a 28 de maio, atingindo seu auge em 5 de maio, com até 40 meteoros por hora.

No inverno, as Alfa Capricornídeos poderão ser vistas de 3 de julho a 15 de agosto, com pico em 30 de julho e cerca de 5 meteoros por hora, enquanto as Delta Aquáridas estarão ativas de 12 de julho a 23 de agosto, também com pico em 30 de julho, alcançando 25 meteoros por hora. Pouco depois, virão as Perseidas, entre 17 de julho e 24 de agosto, com seu ponto alto em 12 de agosto, oferecendo um espetáculo de até 150 meteoros por hora.

No segundo semestre, as Dracônidas aparecerão de 6 a 10 de outubro, com pico no dia 8 e cerca de 10 meteoros por hora. Em seguida, as Oriônidas, de 2 de outubro a 7 de novembro, terão seu ápice no dia 22 de outubro, com 15 meteoros por hora. Já as Tauridas serão visíveis de 10 de setembro a 20 de novembro, alcançando o pico em 10 de outubro, com média de 5 meteoros por hora.

No fim do ano, as Leônidas brilharão de 6 a 30 de novembro, com melhor observação em 17 de novembro e cerca de 15 meteoros por hora. As Geminídeas, de 4 a 20 de dezembro, terão um dos maiores espetáculos, com até 120 meteoros por hora no dia 14. Por fim, as Úrsidas encerrarão o calendário, de 17 a 26 de dezembro, com pico no dia 22 e cerca de 10 meteoros por hora.

Superluas

Em 2025, teremos três superluas: Uma no dia 6 de outubro; Outra em 5 de novembro; E mais uma em 4 de dezembro.

Chuva de meteoros
A superlua se põe ao lado da cúpula de São Pedro, em Roma (Itália), em 15 de novembro de 2024. (Foto: REUTERS/Remo Casilli)

A “superlua” ocorre na lua cheia perto do perigeu (quando ela está mais próxima da Terra), o que resulta em uma lua cheia ligeiramente maior e mais brilhante do que as demais. Esse período é chamado de perigeu porque o nosso satélite natural aparece no céu cerca de 14% maior e 30% mais brilhante do que no apogeu (microlua) – quando está mais distante.

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