Demografia internacional: o que os números dizem sobre o futuro do mundo no século 21

Do envelhecimento na Europa ao crescimento na África, entenda como as mudanças populacionais moldam o século 21
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Por Iago Filgueiras*

A demografia internacional está em constante transformação. Nas últimas décadas, o desenvolvimento tecnológico, o avanço da medicina e as mudanças na forma como nos organizamos socialmente resultaram em um aumento significativo na população mundial e na expectativa de vida.

Para termos ideia do impacto, a população mundial saltou de 2,5 bilhões em 1950 para mais de 8 bilhões em 2022, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). E a expectativa é que ela cresça ainda mais, atingindo pelo menos 10,3 bilhões até o final do século.

No entanto, a demografia internacional não é uniforme. Enquanto países apresentam altas taxas de natalidade e grande crescimento populacional, outros lidam com o envelhecimento da população e dificuldades para manter o dinamismo econômico.

Neste artigo, vamos explorar o cenário complexo da demografia internacional, as perspectivas futuras e os cenários mais emblemáticos da atualidade.

O que é demografia internacional e por que ela importa

A demografia é uma área das ciências sociais que estuda a dinâmica populacional humana. Esse campo analisa o tamanho, as tendências, a estrutura e a distribuição dessa população. Vale dizer que não é uma ciência estática, afinal, as taxas de natalidade, mortalidade, envelhecimento e fluxos migratórios são fatores em constante transformação.

Essa análise, no entanto, também é atravessada pelas características de uma sociedade ou grupo específico. Fatores como educação, nacionalidade, etnia e religião tendem a produzir diferentes impactos nos diversos grupos populacionais.

No contexto internacional, compreender a demografia permite antecipar desafios como o envelhecimento populacional ou a rápida expansão da população em regiões em desenvolvimento. Além disso, aponta possíveis mudanças no cenário geopolítico, alterações na correlação de forças, nos fluxos de mercadorias e de pessoas.

Quais são os principais indicadores demográficos?

Quando falamos em demografia, é importante termos em mente alguns dos principais indicadores levados em consideração para realizar projeções sobre as mudanças esperadas e conduzir políticas públicas efetivas.

  • Taxa de natalidade: mede o número de nascimentos por mil habitantes em um ano.
  • Taxa de mortalidade: mostra a proporção de óbitos no mesmo recorte.
  • Expectativa de vida: indica quantos anos, em média, uma população deve viver.

O crescimento demográfico é resultado da diferença entre nascimentos, mortes e fluxos migratórios.

Panorama atual da população mundial

Em 2024, a ONU divulgou o relatório Perspectivas da População Mundial 2024. O documento aponta as principais tendências do crescimento demográfico global para as próximas décadas.

A análise traça perspectivas para diferentes países e territórios do mundo assumindo que, com base nas projeções, existem nações que já atingiram o ápice do crescimento populacional; outras que vão atingir nos próximos 30 anos; e há ainda as que atingirão após 2054.

A estimativa é que a população mundial atinja seu ápice em meados da década de 2080, chegando a 10,3 bilhões de habitantes. Algumas nações, ainda, devem experienciar o que demógrafos chamam de bônus demográfico — período em que a população economicamente ativa é superior à idosa ou infantil, representando uma janela de oportunidades para maior crescimento econômico.

Ilustração representando o Mapa Mundial
Segundo estimativas da ONU, a população mundial deve atingir 10,3 bilhões de habitantes na década de 2080. Imagem: Arthimedes/Shutterstock

A expectativa de vida média é de 73,3 anos. No entanto, o desenvolvimento científico e a redução nas taxas de mortalidade têm sido responsáveis por alavancar esse número. Para se ter noção, em 1995 ela era de 64,9 anos e a tendência é que atinja os 77,4 em 2050.

O mesmo relatório aponta que cerca de uma em cada quatro pessoas no mundo vive, atualmente, em um país em que o tamanho da população já atingiu seu ápice — ou seja, a quantidade de habitantes tende a estagnar ou diminuir.

Mas esse não é o único cenário. Na África, continente em que a faixa etária média é de 19 anos, o crescimento demográfico colocará a região entre as mais populosas do mundo — mais de 3 bilhões de pessoas viverão em solo africano até o final do século.

O relatório também apontou o impacto da imigração na demografia internacional. Em diversos países que já atingiram o pico do número de habitantes, isso teria ocorrido antes caso não houvesse um fluxo migratório para a nação.

O que se pode ver no cenário internacional é que diversos países se encontram em diferentes estágios de transição demográfica, mas afinal, o que isso significa?

Transição demográfica: do crescimento acelerado ao envelhecimento

A transição demográfica é um modelo teórico que descreve os padrões de crescimento populacional conforme os avanços da medicina, urbanização, desenvolvimento tecnológico e taxa de natalidade. Em geral, ele explica como as populações evoluem de altas taxas de natalidade e mortalidade para um cenário de famílias menores e maior expectativa de vida.

Na fase pré-transição, o que se observa é um elevado número de mortes e de nascimentos que pode ser observado em países em desenvolvimento. Em seguida, há uma queda na mortalidade, impulsionada por melhorias estruturais, o que gera um rápido crescimento populacional, já que a taxa de natalidade se mantém alta.

Gráfico de taxa de natalidade, mortalidade e crescimento vegetativo.
O conceito de transição demográfica é baseado nos estudos do demógrafo estadunidense Warren Thompson. Imagem: reprodução

A próxima etapa é a queda no número de nascimentos, refletindo mudanças sociais como aumento no custo de vida e ampliação do acesso à educação, saúde e mercado de trabalho, sobretudo às mulheres.

Em seguida, as taxas de natalidade e mortalidade se estabilizam e o crescimento populacional fica estagnado ou negativo. Alguns pesquisadores apontam a existência de uma quinta fase, em que o número de mortes supera o de nascimento e o envelhecimento da população é evidente.

Os países que já atingiram o pico populacional

Alguns países já atingiram o que se considera o pico do crescimento populacional. Agora, eles enfrentam outro cenário: precisam lidar com a estagnação e o declínio da população.

Segundo a ONU, em 2024, esse era o caso de cerca de 63 países. No continente Europeu, quase todos os países aparecem na lista — a Europa é considerada a região mais envelhecida do mundo, com uma população com idade média de quase 45 anos e uma taxa de natalidade de 1,5, inferior à necessária para reposição populacional.

Mas o cenário também se manifesta em outras partes do globo. No continente asiático, ele é observado na China, Japão, Coreia do Sul, Tailândia, Georgia e Armênia. Na América Latina e Caribe, Cuba, Jamaica, Uruguai e Porto Rico também aparecem na lista. Enquanto isso, na África, apenas as Ilhas Maurício — país insular no oceano Índico — aparecem na lista.

Imagem de satélite exibindo o continente europeu durante a noite
Imagem de satélite exibindo o continente europeu durante a noite, revelando o grau de urbanização das cidades europeias. Imagem: reprodução

Segundo projeções, os países que já atingiram o pico populacional devem enfrentar uma queda de 14% no número de habitantes nos próximos 30 anos. Cerca de 18 nações, entre elas Albânia, Moldávia e Lituânia, encolherão em 20% ou mais no mesmo período. Por outro lado, países como Portugal, Alemanha, Georgia e Uruguai não terão uma redução tão acentuada, devendo permanecer estagnados nas próximas décadas.

Entre as 63 nações que já atingiram o pico, em quase todas a taxa de natalidade está abaixo do necessário para reposição populacional. Em 24 países, ela é de 1,4. A exceção são territórios da Oceania, com cerca de 2,3 filhos por pessoa apta a gestar, excluindo Austrália e Nova Zelândia.

O aumento da expectativa de vida nessas regiões e o baixo número de nascimentos, transformou a pirâmide etária em um “losango invertido”: menos jovens, mais idosos e muitas pessoas entre esses dois extremos.

Nesse contexto, a imigração passa a ser uma ferramenta para mitigar a queda no número de habitantes — não por acaso, países europeus já teriam iniciado o decrescimento populacional antes, não fosse o grande número de imigrantes. Além de estatística, esse encolhimento populacional gera impactos: redução na força de trabalho, impacto sobre políticas sociais, sistemas de saúde e previdência. A Itália ilustra bem esse cenário.

O caso da Itália

A Itália vive uma das crises demográficas mais graves da Europa. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (Istat, em italiano), em 2024, nasceram apenas 370 mil crianças, o menor número desde 1861. No entanto, os óbitos superaram em 280 mil o número de nascimentos, revelando uma tendência de declínio populacional que se repete desde 2014.

Instabilidade econômica, alto custo de vida e maior preocupação com a carreira têm sido apontados como motivos para queda na taxa de natalidade. Hoje, a taxa de fecundidade é de 1,18 por pessoa em idade fértil e, segundo projeções, o país pode perder quase 20% da população até 2070.

O governo tem implementado medidas para tentar reverter o quadro, com aumento das licenças parentais, redução de impostos em produtos infantis e benefícios para que famílias tenham filhos. Mas há debates que apontam que essas ações não agem sobre a raiz do problema — insegurança econômica, mercado de trabalho instável, moradia cara e falta de creches.

Piazza dela Signoria. Florença, Italia
A população italiana é considerada a mais envelhecida de todo o continente europeu. Foto: AP Photo/Domenico Stinellis

Além disso, o cenário também tem outra face. Esse estímulo à natalidade ainda ignora outro fator: as mulheres cada vez mais lutam para conquistar autonomia e fugir das amarras que as associam ao trabalho de cuidado doméstico e dos filhos.

Na Itália, assim como em muitos países da Europa, a imigração também tem se tornado uma questão. Embora possa ajudar a mitigar efeitos da crise populacional, os discursos anti-imigrantes usados pela extrema direita têm ganhado cada vez mais espaço. Com ideias, muitas vezes, eugenistas, setores conservadores têm associado o fluxo migratório à perda da identidade nacional, reforçando a guerra cultural.

Áreas que atingirão o ápice populacional até 2054

Esse grupo reúne as nações que, embora ainda apresentem um crescimento demográfico, já apresentam indícios de que uma desaceleração deve ocorrer até 2054. Segundo a ONU, no relatório Perspectivas da População Mundial 2024, são cerca de 48 países e territórios. Nessas regiões, é possível observar uma tendência de queda nas taxas de natalidade — para próximo dos 2,1 necessários para reposição populacional —, ao mesmo tempo em que a expectativa de vida tem aumentado.

Uma grande parte dos países desse grupo está concentrada na América Latina e Caribe — 19, no total. Mas no continente africano, Cabo Verde, Seychelles e Tunísia aparecem na lista.

Imagem de satélite da América do Sul
Imagem de satélite da América do Sul, mostrando a concentração populacional em áreas específicas do território do continente. Foto: Blue Planet Studio/Adobe Stock

Já na Ásia, há países como Turquia, Azerbaijão, Sri Lanka, Butão e Irã. Além disso, na Oceania, nações como a Polinésia Francesa e Fiji também são elencadas. A Europa é o segundo continente com mais Estados nesse grupo, como Islândia, Noruega, Irlanda e Malta.

Essas nações ainda vivem o chamado “bônus demográfico”. Isso permite impulsionar ganhos econômicos e sociais, desde que amparados por políticas que favoreçam a educação, saúde, inovação e mercado de trabalho.

De acordo com o relatório, a população total desse grupo de países deve crescer 5,3% nas próximas três décadas, chegando a 875 milhões até 2059.

Após o pico, é esperado que os países sigam rumos diferentes: 19 devem ter um declínio de pelo menos 20% até 2100, como o Brasil. Outras nações, como Singapura, Argentina, Chile e Colômbia devem ter uma queda ainda maior. Já na Bélgica, Holanda e Dinamarca, é esperada uma estagnação.

Com uma pirâmide etária composta por mais jovens, ainda é esperado que as taxas de natalidade produzam um crescimento demográfico até 2090, embora cerca de 16 países do grupo já apresentem índices de nascimentos considerados super baixos, com cerca de 1,4 filhos por pessoa apta a gestar.

E o Brasil?

O Brasil vive um processo claro de transição demográfica, mas que não ocorre de forma homogênea em todo o território. Segundo o IBGE, a população deve atingir seu auge em 2041, com cerca de 220 milhões de pessoas, e depois encolher gradualmente até 199 milhões em 2070.

O ritmo dessa mudança expõe as desigualdades regionais. A taxa de fecundidade nacional é de 1,55 filho, abaixo do nível de reposição, mas varia bastante: no Rio de Janeiro chega a 1,39, enquanto em Roraima ainda está em 2,26. Isso significa que algumas regiões já enfrentam o envelhecimento populacional de forma acelerada, enquanto outras mantêm um perfil mais jovem e com crescimento prolongado.

Rua 25 de Março em São Paulo, SP
Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira deve atingir 220 milhões de pessoas em 2070. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Essa disparidade também se reflete na dinâmica estadual: Rio Grande do Sul e Alagoas devem começar a perder população já em 2027, enquanto estados como Mato Grosso devem seguir crescendo até depois de 2070.

A expectativa de vida em ascensão — de 76 anos em 2023 para 84 em 2070 — reforça esse quadro de envelhecimento. A faixa etária média projetada para 2070 será de 48,4 anos, justificada pelo aumento no número de idosos e queda nos nascimentos. Isso revela que o país caminha para um futuro em que o peso da população envelhecida será ainda mais relevante nas políticas públicas e na economia.

Ou seja, são necessárias políticas públicas efetivas para garantir um processo saudável de transição demográfica. Em um país em que reformas estruturais muitas vezes atingem negativamente camadas mais pobres enquanto a elite desfruta de privilégios, falar sobre a demografia do país também é discutir sobre os rumos que defendemos para nossa nação.

Países que só devem atingir o pico populacional após 2054

As projeções da ONU estimam que 126 países ainda devem continuar crescendo após 2054, com o ápice populacional esperado para o final do século ou após 2100. Esse cenário coloca novas perspectivas no contexto da demografia internacional e pode representar também mudanças geopolíticas significativas.

O conjunto desses países é composto em grande parte por representantes da África e do Sul da Ásia. Cerca de ¾ deles estão nos períodos intermediários do processo de transição demográfica, quando as taxas de natalidade continuam acima do mínimo necessário para reposição. A outra parte já está em fases finais do processo, como Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e algumas nações no Norte da África e Sudeste Asiático.

Luanda, capital da Angola
Luanda, capital da Angola, é considerada uma das cidades africanas com a maior taxa de crescimento demográfico. Foto: Pnud Angola/Cynthia R Matonho

As projeções apontam que esse grupo deve ter um crescimento demográfico acentuado, saltando de 5,1 bilhões de habitantes em 2024, para 7 bilhões em 2054. No entanto, a população ainda seguirá aumentando e deve atingir  8,3 bilhões até 2100. Ou seja, essas mudanças na demografia internacional resultarão em cerca de 82% da população mundial vivendo nesses 126 países e territórios.

Ao final do século, cerca de 3,3 bilhões de pessoas viverão em países da África Subsaariana. Dos 49 territórios da região, cerca de nove dobrarão de tamanho até 2054 e deverão responder por cerca de 20% de todo o crescimento populacional mundial. São eles:

  • República Centro Africana
  • República do Chade
  • República do Congo
  • República do Mali
  • República do Níger
  • República Federal da Somália
  • República de Angola
  • República Unida da Tanzânia

Alguns países como Reino Unido, França, Bolívia, Camboja e Haiti devem crescer mais lentamente após 2054. Outras nações, consideradas de alta renda, devem ter um crescimento de cerca de 20% entre 2024 e 2100, impulsionadas sobretudo pela imigração, como nos EUA, Canadá, Austrália, Oman, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

O cenário dos Estados Unidos

O relatório Perspectivas da População Mundial 2024, da ONU também aponta que os Estados Unidos devem apresentar um aumento populacional nos próximos anos. No entanto, é interessante notar que esse crescimento demográfico é fortemente impulsionado pelo alto fluxo de imigrantes que chegam ao país.

Um relatório do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA, publicado em 2025, apontou que, sem o fluxo migratório, a tendência de crescimento deve mudar. Em meados de 2030, as mortes devem exceder o número de nascimentos e a população estadunidense começará a diminuir. O curioso é que o levantamento foi realizado com base em dados anteriores à posse do presidente Donald Trump em 2025, o que indica que o cenário pode ser ainda mais grave.

Fila de imigrantes nos EUA
Após assumir a presidência dos EUA em 2025, Donald Trump estabeleceu políticas de deportação em massa e maior restrição à entrada de imigrantes no país. Foto: Meridith Kohut/The New York Times

Com uma retórica nacionalista e de extrema-direita, a partir de 2025 Trump assumiu uma postura ofensiva contra os imigrantes — grupo considerado de extrema importância na economia e composto majoritariamente por pessoas em idade economicamente ativa.

Ou seja, com cerca de 340 milhões de habitantes em 2025, é possível que o país não siga as projeções traçadas pela ONU e apresente uma tendência de declínio populacional e envelhecimento bem mais cedo que o esperado.

A discussão demográfica é inseparável da política

A análise da demografia internacional mostra que o crescimento da população mundial não segue um padrão uniforme. Enquanto países da Europa e do Leste Asiático já enfrentam o encolhimento populacional, outras regiões, sobretudo a África e o Sul da Ásia, devem seguir crescendo até o fim do século.

Esse cenário revela realidades diversas que impactam diretamente o equilíbrio geopolítico global. Países que perdem população tendem a depender mais da imigração e da reorganização produtiva, enquanto os que ainda crescem enfrentam pressões sobre recursos, infraestrutura e serviços básicos.

O centro de gravidade demográfico do planeta se desloca para o Sul Global, especialmente para a África Subsaariana, região que terá papel decisivo nas próximas décadas. Essa mudança tende a alterar fluxos migratórios, cadeias econômicas e até a correlação de forças em organismos multilaterais, tornando urgente a reforma dessas instituições.

Diante desse quadro, a resposta não pode se limitar a projeções estatísticas. São necessárias políticas públicas efetivas e inclusivas, capazes de garantir saúde, educação, igualdade de gênero, trabalho digno e acolhimento de imigrantes.

Medidas superficiais, como apenas incentivar a natalidade, ignoram problemas estruturais: sem combater a sobrecarga feminina no cuidado da família, dificilmente haverá resultados consistentes. Pesquisas já indicam que ampliar a participação dos pais no cuidado doméstico pode influenciar positivamente as taxas de natalidade.

Compreender a demografia internacional, portanto, é também compreender o futuro das relações entre povos e nações. Mais do que lidar com números, trata-se de decidir que tipo de sociedade queremos construir diante dessas transformações inevitáveis.

O debate público sobre demografia raramente conecta os números populacionais às mudanças de poder no sistema internacional — mas é essa conexão que define quem terá mais peso nas próximas décadas nos organismos multilaterais e nas disputas geopolíticas.

O centro de gravidade do planeta se desloca para o Sul Global, e o Brasil está no meio desse movimento. No dia 5 de maio, terça-feira, às 20h, o ICL exibe gratuitamente a aula de Jamil Chade sobre a nova ordem mundial, com mediação de Eduardo Moreira. Garanta sua vaga!

*Estagiário sob supervisão de Leila Cangussu

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