Acusado de assédio, ministro do STJ pede afastamento por 90 dias para tratamento psiquiátrico

Após segunda denúncia de importunação sexual, ministro, que nega acusações, solicitou afastamento
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O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pediu afastamento por 90 dias do tribunal para tratamento psiquiátrico e ajustes de medicamento. Buzzi é alvo de investigações sobre suspeitas de importunação sexual.

A solicitação foi feita por meio de laudo de uma médica psiquiatra e apresentado ao tribunal nesta terça-feira (10). Os ministros do STJ devem, também nesta terça, deliberar sobre a conduta de Buzzi e decidir administrativamente por um eventual afastamento até o encerramento de apurações internas relacionadas aos episódios sob suspeita. A reunião dos ministros foi convocada pelo presidente do tribunal, Herman Benjamin, após uma segunda denúncia contra Buzzi nesta segunda-feira (9).

Caso Buzzi seja afastado por meio de votação dos seus pares, a corte voltará a deliberar sobre o futuro do ministro ao fim dos trabalhos da comissão de sindicância que investiga os episódios.

Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça Acusado de assédio, ministro do STJ pede afastamento por 90 dias para tratamento psiquiátrico
Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça. (Foto: Sergio Amaral/STJ)

Acusações contra o ministro Marco Buzzi

No caso que veio à tona na semana passada, uma mulher de 18 anos relatou ter sido agarrada e tocada pelo ministro, que tem 68 anos, durante um banho de mar em uma praia do litoral de Santa Catarina. Ela e os pais passavam férias na casa de praia do magistrado, em Balneário Camboriú.

Nesse caso, Buzzi é alvo, além de reclamações disciplinares no CNJ, de uma investigação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF), que tramita sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.

Nesta segunda, Buzzi afirmou que provará sua inocência e disse estar “muito impactado” e jamais ter adotado “conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura”. A declaração foi dada em mensagem enviada por Buzzi em grupo de WhatsApp dos ministros do STJ.

“Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado. De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio. Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência”, disse.

“Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos”, completou.

 

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