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Por Catia Seabra e Adriana Fernandes 

(Folhapress) – O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) prometeu a empresários que, se reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará superávit nas contas públicas. Também defendeu o corte de privilégios a integrantes do Judiciário e Legislativo como meio de combate ao desperdício de recursos públicos.

Alckmin falou a empresários na noite de quarta-feira (9) em um jantar realizado em Brasília. A campanha do petista tenta reeditar o pacto costurado com setores do PIB em 2022, quando diversos empresários e economistas o apoiaram para evitar a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) hoje, o principal adversário de Lula é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.

Ainda segundo relatos, o vice-presidente afirmou que o brasileiro está revoltado com os altos salários e benefícios, sendo necessário deixar claro que Lula é quem pode combatê-los.

Após ouvir críticas aos juros, Alckmin disse que, em 2020, o governo Bolsonaro gastou a mais do que arrecadou 10% do PIB e não pagou um centavo da dívida.

Em defesa do governo Lula, ele enfatizou terem zerado o déficit primário. Para o ano que vem, prometeu superávit de, no mínimo, 0,5%. Alckmin defende que se avance mais no ajuste para redução dos juros.

Organizador do encontro, o coordenador do grupo Direitos Já!, Fernando Guimarães, afirma que a iniciativa busca reativar o pacto que elegeu Lula em 2022, com a participação de apoiadores históricos do PSDB. A intenção, explica, é furar a bolha e atrair eleitores que estão fora da polarização do PT versus bolsonarismo.

Ainda segundo relatos, no discurso, Alckmin também apontou o eleitor de centro como fundamental para a definição das eleições.

Também falando em nome do governo, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), criticou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça. Embora sem citá-lo nominalmente, disse que um magistrado não pode atuar em favor de uma campanha.

Segundo relatos, ele classificou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, como um abuso, uma intromissão descabida que tem o objetivo de blindar Flávio Bolsonaro. Ele lembrou ter levado essas críticas às redes sociais, pregando ainda a derrubada do sigilo do caso Master.

O jantar reuniu cerca de 100 pessoas na casa do advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, aliado de Lula, com representantes de diferentes setores da economia. Um dos principais temas foram os impactos da crise no Supremo Tribunal Federal sobre a eleição.

Além de Alckmin. Fernando Guimarães e José Guimarães, estavam presentes os ministros da Indústria, Márcio Elias Rosa, da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, e o controlador-geral da União, Vinícius Carvalho. Também participou o coordenador do programa de governo da campanha de Lula, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli.

Estavam presentes, entre outros nomes, os economistas Felipe Salto e André Perfeito, a pecuarista Teresa Vendramini e o dirigente empresarial Rafael Lucchesi. Após a abertura de Fernando Guimarães, eles falaram sobre o cenário econômico e o impacto nos diferentes segmentos.

O jantar da quarta-feira não foi o único movimento recente do grupo político de Lula para tentar atrair o apoio de setores do PIB. No fim de agosto, o próprio presidente recebeu alguns grandes empresários no Palácio da Alvorada para conversar, e prometeu que fará todo o possível para reduzir os juros.

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