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Já de saída do Ministério da Justiça, Flávio Dino afirmou que as mortes de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes serão “integralmente elucidadas”. O ministro se despede da pasta após ter sido indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria da ministra Rosa Weber.
“Eu, no dia 2 de janeiro, disse que nós iríamos elucidar definitivamente o Caso Marielle. (…) Não tenham dúvidas, o Caso Marielle, em breve, será integralmente elucidado. Porque esse é um caso fundamental pelo seu simbolismo de defesa das mulheres, de defesa das mulheres na política, de defesa da política”, afirmou Dino.
Seguindo com o discurso, o ainda ministro da Justiça afirmou que “Marielle representa as mulheres, as mulheres na política e a defesa da vida”. Dino acrescentou que a elucidação do crime será um objetivo alcançado porque projeta uma sociedade melhor.
“Nós temos idêntico compromisso com todas as vidas dos brasileiros. Os crimes violentos letais intencionais cairão este ano. Caíram, já. Nós todos pudemos celebrar essa conquista. (…) Nós devemos ter uma queda este ano da ordem de 6% (nos crimes). Significa aproximadamente 2.500 vidas salvas”, disse.
O ministro também lembrou a recente morte da policial Milene Bagalho Estevam, de 39 anos. A investigadora foi assassinada a tiros por um empresário em São Paulo ao ser confundida com uma assaltante. O empresário que cometeu o crime, Rogério Saladino, de 56 anos, e o vigilante particular dele, Alex James Gomes Mury, de 49 anos, também morreram no tiroteio nos Jardins, bairro de alto padrão de SP.
“(A investigadora foi) Assassinada por quê? Porque havia um cidadão com uma pistola 9 milímetros, e não tinha condições técnicas, éticas, de ter uma pistola 9 milímetros. Saiu de casa, sabe Deus em que condições, e atirou contra uma policial, mãe. Quem é que vai repor a vida dessa policial? Ninguém. E essas tragédias, portanto, estão em todos os lugares”, disse.
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