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Alertas de desmatamento na Amazônia caem 30% em fevereiro

Mesmo com a queda, o índice é o segundo mais alto para o mês na série histórica do Inpe, realizada desde 2016
08/03/2024 | 20h22

Por Jéssica Maes

(Folhapress) — Os alertas de desmatamento na Amazônia tiveram redução de 29,7% em fevereiro, na comparação com o mesmo período de 2023. No ano passado, 321,9 km² de floresta foram perdidos no mês, índice que caiu para 226,2 km² em 2024.

Mesmo com a queda, o índice é o segundo mais alto para o mês na série histórica do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ( Inpe), iniciada em 2016 no bioma.

No cerrado, houve crescimento de 18,5% no desmate em fevereiro, indo de 553,1 km² em 2023 a 655,5 km² em 2024. No entanto, a alta incidência de nuvens no bioma pode ter impactado a precisão dos dados. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (8).

Nuvens dificulta precisão de dados do desmatamento

Como a temporada de chuvas dificulta a derrubada da mata, o início do ano normalmente tem melhora nos números de desmatamento. O tempo nublado, porém, também dificulta a captura de imagens pelos satélites que alimentam o Deter.

Sistema desenvolvido que emite alertas de incidências de desmatamento na Amazônia

Ferramenta do governo utilizada desde 2004 para gerar alertas rápidos de incidências de desmatamento na vegetação nativa na Amazônia. Reprodução Plenamata

Em fevereiro, a cobertura de nuvens computada pelo Inpe no cerrado chegou a 77%, a maior já registrada pelo sistema. Assim, é possível que áreas desmatadas que não tenham sido identificadas agora venham a ser contabilizadas nos próximos meses. Na Amazônia, a taxa de nuvens ficou em 20%.

O Deter mapeia e emite alertas de desmate com o objetivo de orientar ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)e outros órgãos de fiscalização. Os resultados representam um alerta precoce, mas não são o dado fechado do desmatamento.

Os números oficiais são de outro sistema do Inpe, o Prodes, mais preciso e divulgado anualmente.

Em novembro, os dados do Prodes mostraram que, de agosto de 2022 a julho de 2023, foram perdidos 9.001 km² de floresta amazônica, uma redução de 22,3% na comparação com o período anterior. No mesmo período, o cerrado perdeu 11.011,6 km² de vegetação nativa, representando uma alta de 3%.

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