Dia 25 de maio é dia internacional das Áfricas

Uma versão da história que pudesse ser construída longe das interpretações simplistas e preconceituosas, feitas pelas narrativas europeias
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A ideia de pensar e expressar “África” no plural está em sintonia com todas as suas multiplicidades, pluralidade e singularidades construídas milenarmente pelas comunidades africanas bem antes dos processos de colonização e escravidão dos países europeus sobre o continente.

A data em comemoração ao dia das Áfricas, foi instituída em 1972 pela Organização das Nações Unidas (ONU) em menção a criação da Organização de Unidade Africana (OUA), que atualmente é conhecida como Unidade Africana (UA).

Organização foi fundada em 25 de maio de 1963 na Etiópia com o objetivo de defender, emancipar os países do continente, fortificando as diversas gerações pós-colonial que lutaram para a construção da unidade africana e, resistiram contra os processos de assimilações culturais, religiosas e educacionais.

Uma versão da história que pudesse ser construída longe das interpretações simplistas e preconceituosas, feitas pelas narrativas europeias, que apresentavam o continente africano, principalmente ao sul do Saara, como primitivo, atrasado, selvagem e passivo à dominação e escravidão.

Tal proposta foi, sem sombras de dúvida, alcançada com a coleção História Geral da África (HGA). A referida obra tornando-se uma das grandes referências sobre o tema após a promulgação da lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino das histórias e culturas africanas e afrobrasileras no plano pedagógico do ensino formativo do país.

Assim o dia 25 de maio não é apenas uma data comemorativa, mas também um marcos e ato político anti-colonialismos, que grita aos quatro cantos do mundo que “as Áfricas têm uma História”.

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