O Brasil continua com o segundo maior juro real do mundo após o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidir, na quarta-feira (10), manter a taxa Selic em 15% ao ano. O indicador, calculado a partir da taxa nominal descontada a inflação esperada para os próximos 12 meses, ficou em 9,44%, de acordo com levantamento do MoneYou.
A Turquia segue na liderança do ranking, com juro real de 10,33%, enquanto a Rússia ocupa a terceira posição, com 7,89%.
O relatório divulgado pelo MoneYou destaca que o Brasil ainda enfrenta incertezas inflacionárias, impulsionadas sobretudo por dúvidas sobre o comportamento dos gastos públicos. Apesar disso, o documento aponta sinais de alívio nos preços, influenciados pela desvalorização global do dólar e pela desaceleração da atividade econômica — um efeito direto dos juros elevados.
A Argentina, que estava em quarto lugar na medição anterior, manteve a colocação em dezembro, mas viu sua taxa real subir para 7,14%.
Ranking completo reúne 40 economias
Juros reais (principais países):
1 – Turquia: 10,33%
2 – Brasil: 9,44%
3 – Rússia: 7,89%
4 – Argentina: 7,14%
5 – México: 4,21%
6 – Indonésia: 2,44%
7 – Hungria: 2,14%
8 – África do Sul: 2,07%
9 – Israel: 1,91%
10 – Filipinas: 1,79%
11 – Reino Unido: 1,43%
12 – Índia: 1,27%
13 – Austrália: 1,09%
14 – Hong Kong: 0,69%
15 – Chile: 0,58%
16 – República Tcheca: 0,58%
17 – Malásia: 0,51%
18 – Coreia do Sul: 0,48%
19 – Estados Unidos: 0,40%
20 – Grécia: 0,39%
21 – Itália: 0,35%
22 – Bélgica: 0,30%
23 – França: 0,19%
24 – Alemanha: 0,03%
25 – Espanha: 0,02%
26 – Portugal: -0,06%
27 – Áustria: -0,08%
28 – Nova Zelândia: -0,08%
29 – Polônia: -0,10%
30 – Tailândia: -0,26%
31 – China: -0,47%
32 – Taiwan: -0,50%
33 – Cingapura: -0,79%
34 – Colômbia: -0,86%
35 – Suíça: -0,96%
36 – Japão: -1,09%
37 – Suécia: -1,15%
38 – Canadá: -1,53%
39 – Holanda: -1,96%
40 – Dinamarca: -2,29%
Selic mantida no maior nível em quase 20 anos
A decisão de manter a taxa Selic em 15% marca a quarta reunião consecutiva sem alterações. O patamar atual é o maior em cerca de duas décadas — em julho de 2006, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a taxa estava em 15,25%.
Apesar do destaque no juro real, o Brasil aparece na quarta posição quando se considera apenas o juro nominal.
Ranking de juros nominais:
1 – Turquia: 39,50%
2 – Argentina: 29,00%
3 – Rússia: 16,50%
4 – Brasil: 15,00%
5 – Colômbia: 9,25%
6 – México: 7,25%
7 – África do Sul: 6,75%
8 – Hungria: 6,50%
9 – Índia: 5,25%
10 – Indonésia: 4,75%
11 – Filipinas: 4,75%
12 – Chile: 4,75%
13 – Israel: 4,25%
14 – Hong Kong: 4,25%
15 – Polônia: 4,00%
16 – Reino Unido: 4,00%
17 – Estados Unidos: 3,75%
18 – Austrália: 3,60%
19 – China: 3,00%
20 – Malásia: 2,75%
21 – Coreia do Sul: 2,50%
22 – Nova Zelândia: 2,25%
23 – República Tcheca: 3,50%
24 – Canadá: 2,25%
25 – Alemanha: 2,15%
26 – Áustria: 2,15%
27 – Espanha: 2,15%
28 – Grécia: 2,15%
29 – Holanda: 2,15%
30 – Portugal: 2,15%
31 – Bélgica: 2,15%
32 – França: 2,15%
33 – Itália: 2,15%
34 – Taiwan: 2,00%
35 – Suécia: 1,75%
36 – Dinamarca: 1,60%
37 – Tailândia: 1,50%
38 – Cingapura: 1,15%
39 – Japão: 0,50%
40 – Suíça: 0,00%