Futuros dos EUA operam com cautela em meio a tensões geopolíticas

No Brasil, destaque desta 3ª (24) é a divulgação da ata da última reunião do Copom
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Os mercados operam com volatilidade moderada nesta terça-feira (24), com os índices futuros de Nova York registrando recuo, à medida que o sentimento dos investidores ensaia estabilização diante das incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

O movimento reflete uma reavaliação do risco após a queda dos títulos do Tesouro estadunidense (Treasuries) e a retomada da alta do petróleo nas primeiras horas do dia. O rendimento dos títulos de dois anos avançava para 3,86%, indicando maior cautela com a inflação, diante da possibilidade de que preços elevados de energia levem o Federal Reserve, o banco central estadunidense, a manter ou até intensificar o aperto monetário.

No mercado de commodities, o petróleo Brent ainda registrava alta próxima de 2%, em torno de US$ 102 por barril, apesar de reduzir ganhos anteriores. O movimento ocorre após notícias de possível envolvimento mais direto de aliados dos EUA no Golfo Pérsico em ações contra o Irã, além do endurecimento do discurso de autoridades iranianas ao descartar negociações com Washington.

O alívio observado na véspera, quando o Donald Trump indicou adiamento de ataques à infraestrutura energética iraniana, perdeu força. O conflito segue sem sinais claros de desescalada, com o Estreito de Ormuz operando com fluxo reduzido de embarcações.

Na agenda, o destaque doméstico é a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve detalhar a decisão recente de corte de juros.

No exterior, investidores acompanham os dados semanais de estoques de petróleo nos EUA e indicadores globais de atividade, como os PMIs de serviços e indústria.

Brasil

O Ibovespa registrou forte alta na segunda-feira (23), refletindo uma súbita melhora no humor global após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar recuo nas tensões com o Irã. O índice subiu 3,24%, aos 181.931 pontos, na maior valorização diária desde janeiro.

A mudança de cenário ocorreu em menos de 48 horas. Após ameaçar ataques a instalações iranianas no domingo, Trump afirmou ontem que teve “conversas muito boas e produtivas” com o governo iraniano e decidiu adiar qualquer ação militar por cinco dias. A sinalização de possível distensão foi suficiente para provocar uma guinada no sentimento dos investidores.

O movimento foi global. No Brasil, o dólar recuou 1,29%, a R$ 5,24, enquanto os juros futuros caíram em toda a curva.

Europa

As bolsas europeias operam sem direção única, acompanhando o desempenho dos mercados asiáticos, com os investidores reagindo aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 1,6% pouco depois das 8h em Londres (4h em Nova York), com todas as principais bolsas e setores firmemente no campo negativo.

STOXX 600: +0,12%
DAX (Alemanha): -0,29%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,06%
CAC 40 (França): +0,18%
FTSE MIB (Itália): -0,23%

Estados Unidos

Os futuros dos EUA recuam levemente nesta terça-feira, um dia após os principais índices terem ensaiado uma recuperação, impulsionados pela expectativa dos investidores de que uma resolução para o conflito entre EUA e Irã possa estar no horizonte.

Dow Jones Futuro: -0,12%
S&P 500 Futuro: -0,12%
Nasdaq Futuro: -0,04%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam no campo positivo, à medida que os preços do petróleo voltaram a subir diante das incertezas em torno do conflito no Oriente Médio. Da região, o destaque foi o Kospi, da Coreia do Sul, que chegou a subir mais de 3%, mas acabou fechando com alta de 2,7%, a 5.553,92 pontos, enquanto o índice de small caps Kosdaq avançou 2,24%, encerrando o pregão aos 1.121,44 pontos.

Shanghai SE (China), +1,78%
Nikkei (Japão): +1,43%
Hang Seng Index (Hong Kong): +2,78%
Nifty 50 (Índia): +2,08%
ASX 200 (Austrália): +0,16%

Petróleo

Os preços do petróleo avançaram nas negociações na Ásia nesta terça-feira, após registrarem fortes quedas na noite anterior, enquanto os traders avaliam os desdobramentos relacionados ao conflito no Oriente Médio.

Petróleo WTI, +2,67%, a US$ 90,43 o barril
Petróleo Brent, +2,24%, a US$ 102,37 o barril

Agenda

Os destaques desta terça-feira são as divulgações dos PMI de indústria e serviços (preliminares) de março dos Estados Unidos, zona do euro e Japão.

Por aqui, no Brasil, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou na segunda-feira ter escolhido o atual secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, para assumir o cargo de secretário-executivo da pasta, promovendo para o comando do Tesouro o subsecretário da dívida pública, Daniel Leal. Em postagem na rede social X, Durigan afirmou que o trabalho de Ceron “à frente do Tesouro foi fundamental para avançarmos com nossa agenda nos últimos anos”, ressaltando que confia em sua capacidade de entrega.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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