Os índices futuros de Nova York operam em baixa nesta sexta-feira (4), dia de feriado da Independência nos EUA, que mantém os mercados à vista fechados. A queda reflete a crescente aversão ao risco após o presidente Donald Trump declarar que poderá iniciar já hoje o envio de cartas impondo tarifas unilaterais a diversos países.
A ameaça ocorre às vésperas do prazo final de 9 de julho para negociações comerciais. “Talvez 10 cartas por dia, dizendo quanto vão pagar para fazer negócios com os EUA”, afirmou Trump. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, reforçou que até 100 países podem ser atingidos com uma tarifa de 10%, sob o conceito de “tarifas recíprocas”.
No Brasil, os dados econômicos previstos para hoje são: o índice de preços ao produtor de maio (às 9h) e a balança comercial de junho (às 15h).
A Petrobras também anuncia investimentos no refino fluminense. A cerimônia, com presença do presidente Lula, acontece na Refinaria Duque de Caxias (REDUC) e inclui a apresentação de um novo projeto de integração com o Complexo de Energias Boaventura. Lula também participa da reunião anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), às 10h, no Rio de Janeiro.
Brasil
O Ibovespa encerrou a sessão de quinta-feira (3) com novo recorde histórico de fechamento, aos 140.927,86 pontos, alta de 1,35% — e chegou a tocar os 141.303,55 pontos durante o dia. Foi a primeira vez que o principal índice da Bolsa brasileira ultrapassou e sustentou o patamar dos 141 mil pontos.
Puxaram os ganhos do Ibovespa: Itaú Unibanco (+2,47%), Bradesco (+2,38%) e Banco do Brasil (+1,41%) lideraram. Já a Vale (VALE3) caiu 0,47% e foi a ação mais negociada, em um dia de baixa liquidez devido ao feriado nos EUA. Por outro lado, Petrobras (PETR4) subiu 0,34%, apesar da queda do petróleo internacional.
O dólar comercial caiu 0,29%, a R$ 5,404, na mínima do dia. Até aqui, a moeda norte-americana foi a maior surpresa do ano. Os DIs (juros futuros), por sua vez, não fizeram uma boa sessão e subiram por toda a curva.
Europa
As bolsas europeias operam em baixa nesta quinta-feira (4), em meio à notícia de que o governo chinês pretende cancelar parte de uma cúpula de dois dias com líderes europeus prevista para o fim deste mês. A informação chega depois de o governo de Pequim ter imposto tarifas antidumping sobre o conhaque europeu por um período de cinco anos. As ações da Remy Cointreau SA e da Pernod Ricard SA chegaram a cair após o anúncio, mas depois amenizaram as perdas.
STOXX 600: -0,74%
DAX (Alemanha): -0,71%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,34%
CAC 40 (França): -0,97%
FTSE MIB (Itália): -0,76%
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA recuam em dia de feriado da Independência no país, em que os mercados à vista estarão fechados. No plano político, o presidente Donald Trump voltou a fazer ameaças tarifárias, enquanto comemorava a aprovação, pela Câmara, de um pacote fiscal de US$ 3,4 trilhões, que corta impostos e reduz gastos com programas sociais. O Congresso também elevou o teto da dívida em US$ 5 trilhões, afastando o risco de calote no curto prazo.
Dow Jones Futuro: -0,52%
S&P 500 Futuro: -0,51%
Nasdaq Futuro: -0,47%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam mistas hoje, com investidores à espera de novos detalhes sobre os acordos comerciais dos Estados Unidos. A atenção se volta para o prazo final estabelecido pelo presidente Donald Trump para a imposição de tarifas mais altas, previsto para a próxima semana.
Shanghai SE (China), +0,32%
Nikkei (Japão): +0,06%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,64%
Kospi (Coreia do Sul): -1,99%
ASX 200 (Austrália): +0,08%
Petróleo
Os preços do petróleo operam em baixa, antes da reunião da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que deve resultar em outro aumento na produção. A decisão pode ampliar ainda mais o excedente de oferta previsto para o fim do ano, elevando a preocupação dos mercados com um possível desequilíbrio entre oferta e demanda.
Petróleo WTI, -0,30%, a US$ 66,80 o barril
Petróleo Brent, -0,45%, a US$ 68,49 o barril
Agenda
Agenda internacional esvaziada hoje devido ao feriado nos EUA.
Por aqui, no Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na quinta-feira (3) estar mais confiante atualmente de que o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul possa ser finalizado até o fim deste ano. Haddad deu a declaração a jornalistas no Hotel Fairmont, no Rio de Janeiro, onde está para participar da reunião financeira do Brics e do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). Na tarde de ontem, ele teve reuniões bilaterais com suas contrapartes chinesa e russa. “Os acordos foram assinados, tanto com a Rússia quanto com a China, como estava previsto. A conversa com o representante do governo francês também foi muito boa em relação ao acordo da União Europeia com o Mercosul. Tivemos três boas reuniões, com assinatura de dois instrumentos e a possível viabilização de um desfecho favorável para o acordo com a União Europeia”, relatou.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg