Ibovespa ignora tarifas dos EUA e emplaca terceira alta consecutiva

O dólar recuou 0,78%, a R$ 5,463, no menor patamar desde 8 de julho
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O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (6) em alta de 1,04%, aos 134.537,62 pontos, impulsionado por resultados corporativos positivos e alheio, ao menos por ora, ao início oficial das novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. Foi a terceira alta consecutiva do índice — algo que não ocorria desde junho —, com um ganho acumulado de 1.386,32 pontos.

O movimento de valorização veio acompanhado por um dia positivo no câmbio e nos juros. O dólar recuou 0,78%, a R$ 5,463, no menor patamar desde 8 de julho, enquanto os DIs caíram em toda a curva, refletindo menor percepção de risco local no curto prazo.

Apesar da entrada em vigor das tarifas americanas, o mercado parece ter incorporado o impacto ao preço dos ativos. O foco ficou nos balanços do 2º trimestre, especialmente no desempenho de bancos. O Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,26% após divulgar resultados sólidos. BBAS3 subiu 0,43% e SANB11, 0,73%. Apenas o Bradesco (BBDC4) destoou, com leve queda de 0,13%.

A RD (RADL3) foi o destaque positivo do pregão, com alta expressiva de 18,67%, após surpreender com adaptação estratégica em meio à concorrência. Na outra ponta, o GPA (PCAR3) foi um dos destaques negativos.

Petrobras (PETR4) teve sessão volátil e fechou em leve alta de 0,12%, na véspera da divulgação de seu balanço. Já a Vale (VALE3) caiu 0,63%, refletindo a queda do minério de ferro. Embraer (EMBR3) também recuou 0,94%, mesmo após ser incluída nas exceções das tarifas dos EUA.

Do lado político, o presidente Lula declarou que pretende articular com Índia e China uma resposta conjunta às tarifas, mas descartou diálogo direto com Donald Trump. O Brasil já acionou a OMC (Organização Mundial do Comércio) e conta com apoio verbal da China.

Internamente, Lula reafirmou apoio ao STF (Supremo Tribunal Federal) e defendeu o controle do Pix pelo Banco Central, após críticas de autoridades norte-americanas.

Mercado externo

A exemplo da Bolsa brasileira, as bolsas de Wall Street também focaram nos balanços corporativos, que animaram as compras nesta sessão. As altas de hoje chegam após uma grande oscilação nos últimos dias.

O Dow Jones subiu 0,19%, aos 44.193,55 pontos; o S&P 500, +0,73%, aos 6.345,11 pontos; e o Nasdaq, +1,21%, aos 21.169,42 pontos.

 

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