Os índices futuros dos Estados Unidos avançam, nesta sexta-feira (27), com investidores atentos à divulgação do Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), principal referência do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense) para decisões sobre juros. A expectativa é de alta de 0,1% no mês e 2,3% em 12 meses, segundo economistas ouvidos pela Reuters.
Além disso, os agentes acompanham a informação de que o presidente Donald Trump de que Estados Unidos e China “assinaram” um acordo comercial, mas sem fornecer detalhes. A imprensa internacional reporta que houve consenso para implementar uma trégua tarifária.
Além disso, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, pediu a remoção de um “imposto retaliatório” contra investidores estrangeiros da pauta orçamentária no Congresso.
No Brasil, a agenda econômica traz a divulgação de diversos indicadores importantes: IGP-M e confiança dos serviços (8h); dados de juros e spread bancário (8h30); taxa de desemprego e relatório da dívida pública (9h).
No campo político, o STF (Supremo Tribunal Federal) realiza audiência sobre emendas parlamentares, tema sensível na relação entre Executivo e Legislativo. A revogação recente do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) ampliou a tensão institucional. Às 14h30, o ministro Fernando Haddad concede entrevista ao vivo à GloboNews, em meio ao debate fiscal.
Brasil
O Ibovespa encerrou a quinta-feira (26) com alta de 0,99%, aos 137.113,89 pontos, recuperando as perdas do dia anterior. O dólar comercial também cedeu, fechando com baixa de 0,99%, cotado a R$ 5,499, após movimentações políticas e econômicas pesadas que mexeram com os investidores.
O grande catalisador do dia foi a decisão do Congresso Nacional de anular os decretos do Executivo que elevavam o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A medida representou uma derrota significativa para o governo, que esperava arrecadar R$ 10 bilhões com a mudança ainda em 2025. A revogação das novas alíquotas reacendeu a incerteza fiscal e provocou reações no mercado político e financeiro.
A AGU (Advocacia-Geral da União) ainda estuda uma eventual judicialização do caso, mas setores do governo defendem cautela.
Europa
As bolsas europeias operam em trajetória positiva, com os investidores reagindo à sinalização da Casa Branca de que o prazo iminente para a imposição de tarifas específicas por país “não é crítico” e “pode ser estendido”.
STOXX 600: +0,85%
DAX (Alemanha): +0,82%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,45%
CAC 40 (França): +1,33%
FTSE MIB (Itália): +0,42%
Estados Unidos
Os índices futuros sobem nesta manhã, com os investidores à espera do PCE, indicador mais importante de inflação. Na véspera, o S&P 500 encerrou o dia a poucos pontos de estabelecer uma nova máxima histórica, impulsionado pelas crescentes expectativas de que o banco central estadunidense reduzirá as taxas de juros já em julho.
Dow Jones Futuro: +0,26%
S&P 500 Futuro: +0,24%
Nasdaq Futuro: +0,30%
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em baixa, com os investidores reagindo à queda de 9,1% nos lucros industriais da China entre janeiro e maio, o pior resultado desde outubro de 2023.
Na contramão dos demais indicadores, o índice japonês Nikkei 225 subiu 1,38%, atingindo a máxima em seis meses e ultrapassando a marca de 40.000 pela primeira vez desde 7 de janeiro.
Shanghai SE (China), -0,70%
Nikkei (Japão): +1,43%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,32%
Kospi (Coreia do Sul): -0,77%
ASX 200 (Austrália): -0,43%
Petróleo
Os preços do petróleo caminham para encerrar a semana em baixa, repercutindo a manutenção do cessar-fogo entre Irã e Israel e a redução das preocupações sobre os riscos de fornecimento no Oriente Médio.
Petróleo WTI, +0,84%, a US$ 65,79 o barril
Petróleo Brent, +0,63%, a US$ 68,16 o barril
Agenda
Nos Estados Unidos, a agenda traz o Índice PCE de maio, confiança do consumidor de junho e falas de membros do Fed.
Por aqui, no Brasil, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 40,6 bilhões em maio, após superávit de R$ 17,8 bilhões em abril. Apesar do saldo negativo, foi o melhor resultado para o mês desde 2021. No acumulado do ano até maio, o governo soma superávit de R$ 32,2 bilhões, acima dos R$ 28,6 bilhões de 2023. As receitas subiram 4,7% em maio, enquanto as despesas caíram 7,6% na comparação anual. Em 12 meses, o superávit é de R$ 18,1 bilhões, ou 0,15% do PIB. Para este ano, o governo busca equilíbrio fiscal, com tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou menos.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg