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Os mercados globais recuam, nesta manhã de terça-feira (17), enquanto o petróleo avança em meio à crescente tensão geopolítica no Oriente Médio. O movimento vem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir a evacuação de Teerã, minando as esperanças de uma trégua entre Israel e Irã.

O alerta de Trump e a promessa israelense de manter ataques esfriaram o otimismo de que o conflito não ganharia proporções maiores. A escalada pressiona os mercados em um dia decisivo para os investidores. amanhã (18), será dia de “Superquarta”, com decisões sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil.

A escalada do conflito no Oriente Médio pressiona a decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense), que deve manter os juros inalterados.

Nos EUA, a agenda econômica traz ainda dados de varejo, produção industrial e estoques, com expectativa de recuos na maioria dos indicadores.

No Brasil, o foco é o início da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que também anuncia amanhã sobre decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic. A agenda de indicadores desta terça-feira está esvaziada por aqui.

No cenário político, a Câmara dos Deputados aprovou urgência para o projeto que suspende o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), enquanto o presidente Lula (PT) participa hoje da Cúpula do G7 no Canadá.

Brasil

O Ibovespa encerrou a segunda-feira (16) com forte alta de 1,49%, aos 139.255 pontos. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos indicadores econômicos positivos no Brasil.

No câmbio, o real também se fortaleceu: o dólar comercial recuou 1,03% e encerrou cotado a R$ 5,486, menor nível desde outubro de 2023. Juros futuros (DIs) recuaram em toda a curva, acompanhando a melhora do sentimento de risco.

No cenário doméstico, o IGP-10 mostrou deflação de 0,97% em junho. O Boletim Focus do Banco Central mostra que o mercado financeiro baixou as projeções de inflação pela terceira vez seguida, e o IBC-Br, considerado uma espécie de termômetro do PIB (Produto Interno Bruto), subiu 0,2% em abril, mostrando desaceleração em relação a março.

Europa

As bolsas europeias operam em baixa nesta terça-feira, pressionadas pelo agravamento do conflito no Oriente Médio.

Na véspera, os governos dos EUA e do Reino Unido assinaram um acordo que reduz algumas tarifas sobre importações do Reino Unido. O entendimento foi anunciado pelo presidente Donald Trump e pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer durante a Cúpula do G7 (os sete países mais ricos), no Canadá.

Pelo acordo, os governos reafirmaram cotas e tarifas sobre automóveis britânicos e eliminou tarifas sobre o setor aeroespacial do Reino Unido. Contudo, as taxas sobre aço e alumínio continuam sem solução.

STOXX 600: -0,70%
DAX (Alemanha): -1,19%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,40%
CAC 40 (França): -0,70%
FTSE MIB (Itália): -1,23%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam no campo negativo hoje, enquanto os agentes aguardam uma série de dados econômicos que serão divulgados, como os preços de importados de maio e as vendas no varejo no mesmo mês.

Dow Jones Futuro: -0,51%
S&P 500 Futuro: -0,48%
Nasdaq Futuro: -0,49%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem direção única, enquanto os investidores acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Das notícias da região, o índice Nikkei, do Japão, avançou 0,59%, fechando o dia em 38.536,74, após o Banco do Japão, como esperado, ter mantido as taxas de juros em 0,5%. O banco central japonês também anunciou que reduzirá o ritmo de compras de títulos públicos a partir de abril.

Shanghai SE (China), -0,04%
Nikkei (Japão): +0,59%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,34%
Kospi (Coreia do Sul): +0,12%
ASX 200 (Austrália): -0,08%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem forte, à medida que a tensão entre Irã e Israel se intensifica e o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a “todos” que evacuassem Teerã (Irã), aumentando a perspectiva de aprofundamento da agitação na região e interrupção do fornecimento de petróleo.

Petróleo WTI, +1,27%, a US$ 72,68 o barril
Petróleo Brent, +1,24%, a US$ 74,14 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, serão divulgados dados das vendas no varejo, preços de importados, produção industrial e estoques empresariais.

Por aqui, no Brasil, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou na segunda-feira (16) que o governo federal vai intensificar o diálogo com o Congresso para evitar a derrubada das medidas que substituem o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Segundo ela, se o Congresso sustar o decreto do Ministério da Fazenda, haverá novo contingenciamento de emendas parlamentares e bloqueio no Orçamento. Gleisi defendeu as medidas propostas pelo ministro Fernando Haddad e afirmou que foram construídas com líderes partidários. Ela também garantiu que o governo não pretende cortar gastos com saúde, educação ou previdência.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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