Os mercados mundiais começam esta terça-feira (29) no campo positivo, enquanto os investidores aguardam dados importantes sobre a economia dos Estados Unidos e acompanham o início das reuniões de política monetária do Fed (Federal Reserve) e do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central do Brasil.
Nos EUA, saem hoje, às 11h (horário de Brasília), a leitura da confiança do consumidor de julho, medida pelo Conference Board, e a pesquisa Jolts de junho, que avalia a oferta de vagas e a rotatividade do mercado de trabalho. O foco principal, no entanto, está na decisão do Fed, prevista para esta quarta-feira (30), com expectativa majoritária de manutenção da taxa de juros entre 4,25% e 4,5%.
No Brasil, o destaque da manhã é a divulgação do índice de confiança da indústria de julho. No campo corporativo, Intelbras (INTB3) e Motiva (MOTV3) movimentam a agenda.
O Santander revisou para baixo as estimativas da Intelbras para 2026, citando desempenho mais fraco nos segmentos de TIC e Energia, mas ainda vê potencial de valorização nas ações com margens de Ebitda próximas a 13,4%.
Brasil
O Ibovespa encerrou o pregão da segunda-feira (28) com queda de 1,04%, aos 132.129 pontos, acumulando sua terceira baixa consecutiva. A forte retração — uma perda de quase 1.400 pontos — ocorre em meio a um ambiente de baixa liquidez, com apenas cerca de 1 milhão de negócios realizados por sessão.
Enquanto isso, o dólar comercial subiu 0,52%, cotado a R$ 5,59, refletindo o aumento da aversão ao risco em um cenário de incerteza. Os juros futuros (DIs) recuaram em toda a curva, com os mercados antecipando a chamada “Superquarta”, que trará decisões de política monetária tanto do Copom (Selic) quanto do Federal Reserve (EUA).
Europa
As bolsas europeiais avançam hoje, com os investidores repercutindo balanços positivos de companhias locais, enquanto monitoram as negociações em torno das tarifas entre Estados Unidos e União Europeia.
Na esfera corporativa, as ações da Royal Philips NV subiram 13% após a empresa holandesa de tecnologia médica elevar sua perspectiva de lucratividade.
STOXX 600: +0,47%
DAX (Alemanha): +0,88%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,15%
CAC 40 (França): +0,99%
FTSE MIB (Itália): +0,79%
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA avançam hoje, com a temporada de balanços no radar dos investidores segue com atenção voltada para os resultados de Boeing e Starbucks. Em outra frente, os agentes seguem acompanhando possíveis acordos tarifários entre EUA e outros países, como a China. Representantes dos dois países se reuniram na segunda-feira (28) em Estocolmo, na Suécia, para mais uma rodada de negociações.
Dow Jones Futuro: +0,11%
S&P 500 Futuro: +0,23%
Nasdaq Futuro: +0,41%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam mistas, com os investidores atentos às negociações tarifárias entre EUA e a China. Das notícias da região, a Índia ultrapassou a China e se tornou o maior exportador de smartphones para os EUA, de acordo com a empresa de pesquisa Canalys, refletindo a mudança na cadeia de suprimentos de fabricação para longe de Pequim em meio à incerteza alimentada por tarifas.
Shanghai SE (China), +0,33%
Nikkei (Japão): -0,79%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,15%
Nifty 50 (Índia): +0,31%
ASX 200 (Austrália): +0,08%
Petróleo
Os preços do petróleo operam perto da estabilidade, após o presidente Donald Trump pressionar a Rússia a fechar uma trégua rápida com a Ucrânia, sob pena de sofrer potenciais penalidades econômicas.
Petróleo WTI, +0,01%, a US$ 66,72 o barril
Petróleo Brent, -0,06%, a US$ 69,97 o barril
Agenda
Nos Estados Unidos, saem os dados da confiança do consumidor de julho e o relatório Jolts de junho.
Por aqui, no Brasil, a Venezuela voltou a isentar produtos brasileiros de tarifas, após cobrar impostos sem aviso prévio e descumprir um acordo bilateral firmado em 2014. Segundo a Fier (Federação das Indústrias de Roraima), o problema teria sido causado por falhas nos sistemas de TI da aduana venezuelana. Exportadores relatavam que certificados de origem do Brasil não estavam sendo reconhecidos. O Itamaraty foi informado e acionou a embaixada em Caracas para apurar a situação. Até segunda-feira (28), o ministério não havia se manifestado oficialmente.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg