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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em trajetória positiva, nesta quarta-feira (4), com os investidores mostrando resiliência frente à nova escalada protecionista dos Estados Unidos. Na véspera, o presidente Donald Trump assinou um decreto que dobra as tarifas sobre importações de aço e alumínio, elevando-as para 50%. O Reino Unido foi a única exceção, mantendo a alíquota em 25% após um recente acordo bilateral.

Apesar das tensões comerciais, o foco do mercado permanece nos indicadores econômicos. Hoje, o relatório de criação de empregos do setor privado (ADP) e o Livro Bege do Federal Reserve concentram as atenções. A expectativa é de criação de 110 mil vagas em maio. Os dados são aguardados com ansiedade após o relatório JOLTS, divulgado na véspera, apontar 7,391 milhões de vagas abertas em abril — número acima do previsto.

A semana ainda reserva mais pistas sobre a saúde do mercado de trabalho americano, com os pedidos semanais de seguro-desemprego na quinta-feira (5) e o relatório oficial de empregos (payroll) na sexta (6).

No Brasil, o destaque da agenda econômica é a divulgação, às 10h, do Índice de Gerentes de Compras (PMI) de Serviços, que avalia a atividade do setor no país. Às 14h30, o Banco Central publica o fluxo cambial semanal.

Ainda de manhã, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, participa do evento “Conexão Pix”, que marca o lançamento oficial do Pix Automático, funcionalidade que promete ampliar o uso do sistema de pagamentos instantâneos.

Brasil

O Ibovespa encerrou a segunda sessão de junho com alta de 0,56%, na terça-feira (3), aos 137.546 pontos, interrompendo uma sequência de quatro quedas. Já o dólar caiu 0,70%, cotado a R$ 5,635.

A recuperação foi sustentada por bancos como Bradesco, que subiu 1,70% após recomendação positiva de analistas. Já ações de peso como Vale e Petrobras recuaram, pressionadas por fatores específicos.

No front político-econômico, o mercado observou harmonia entre o presidente Lula (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em declarações separadas, ambos defenderam medidas estruturantes e criticaram as renúncias fiscais.

A divulgação da produção industrial de abril, com leve alta de 0,1% no mês e avanço por quatro meses consecutivos, reforçou a percepção de resiliência da economia.

Europa

Os mercados europeus operam em alta, ignorando o aumento das tarifas sobre o aço e o alumínio impostas pelo presidente Donald Trump na quarta-feira (3).

STOXX 600: +0,44%
DAX (Alemanha): +0,85%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,64%
CAC 40 (França): +0,57%
FTSE MIB (Itália): +0,30%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA sobem hoje, apesar do aumento das tarifas para o aço e o alumínio anunciado ontem pelo presidente Donald Trump. Diante da guerra tarifária deflagrada pelo republicano, investidores têm se afastado dos ativos norte-americanos em busca de alternativas mais seguras, como o ouro. A expectativa é de que as incertezas comerciais tenham impacto significativo sobre a economia global, conforme a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgou ontem.

Dow Jones Futuro: +0,18%
S&P 500 Futuro: +0,20%
Nasdaq Futuro: +0,15%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam com alta nesta quarta-feira, acompanhando os ganhos de Wall Street impulsionados pela recuperação do setor de tecnologia, liderado pela fabricante de chips Nvidia. As ações sul-coreanas registraram os maiores avanços na região, depois da vitória de Lee Jae-myung, líder do partido de oposição, nas eleições presidenciais. O índice Kospi subiu 2,66%, encerrando o pregão aos 2.770,84 pontos — o maior patamar desde agosto do ano passado.

Shanghai SE (China), +0,42%
Nikkei (Japão): +0,80%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,60%
Kospi (Coreia do Sul): +2,66%
ASX 200 (Austrália): +0,89%

Petróleo

Os preços do petróleo operam próximos da estabilidade, pressionados pela redução do equilíbrio entre oferta e demanda após o aumento da produção da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) e pelas preocupações persistentes sobre as perspectivas econômicas globais devido às tensões tarifárias.

Petróleo WTI, +0,17%, a US$ 63,52 o barril
Petróleo Brent, +0,14%, a US$ 65,72 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, serão divulgados o relatório de emprego ADP, o PMI e o ISM de Serviços, e o Livro Bege.

Por aqui, no Brasil, o FMI (Fundo Monetário Internacional) elevou sua projeção de crescimento do Brasil neste ano para 2,3%, após missão técnica no país. A revisão foi motivada pelo forte desempenho do PIB no 1º trimestre, puxado pela agropecuária. A inflação deve atingir 5,2% em 2025 e convergir para a meta de 3% até 2027. O Fundo destacou que a política monetária mais rígida desde setembro de 2024 foi apropriada. No médio prazo, o crescimento poderá chegar a 2,5%, beneficiado por reformas como o IVA e avanços na produção de hidrocarbonetos. Para garantir a queda da dívida pública, o FMI recomenda esforço fiscal mais ambicioso.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg

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