Moraes editou contrato de R$ 131 milhões entre escritório da mulher e Banco Master, indicam registros

Metadados apontam que perfil chamado “Ministro Alexandre de Moraes” fez as últimas alterações no documento
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes editou a última versão de um contrato de R$ 131 milhões em serviços advocatícios firmado entre o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, segundo metadados do documento extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. As informações são do jornal Estadão.

O escritório Barci de Moraes confirmou que o ministro acessou e editou o contrato. Segundo a banca, o setor de compliance pediu a Moraes informações sobre possíveis impedimentos legais para a contratação do escritório pelo Banco Master.

O documento havia sido enviado por Viviane ao banqueiro pelo WhatsApp em 11 de janeiro de 2024. Na mensagem, ela encaminhou uma minuta do contrato para análise de Vorcaro.

Quatro dias depois, em 15 de janeiro, o banqueiro devolveu o arquivo à advogada com marcas de revisão. Segundo a mensagem, havia sido incluída apenas uma cláusula no documento.

De acordo com os metadados, a versão devolvida por Vorcaro foi posteriormente aberta e modificada no sistema Office 365 utilizado por Moraes. O perfil responsável pelas alterações aparece identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

As mensagens entre Viviane e Vorcaro foram extraídas do celular do banqueiro, apreendido em novembro de 2025 durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.

A defesa de Vorcaro não se manifestou sobre o caso.

Nota do escritório Barci de Moraes

Em virtude da abrangência do pedido de contratação de prestação de serviços advocatícios pelo Banco Master ao BARCI DE MORAES, o setor de compliance do escritório, como faz em outros casos semelhantes, solicitou informações ao Ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia diretora do referido escritório, sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possível cliente. Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o Ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados.

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