Polícia prende suspeito de deixar mala com parte de corpo na rodoviária de Porto Alegre

Ricardo Jardim, de 65 anos, já havia sido condenado por matar a mãe e estava foragido
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A Polícia Civil prendeu preventivamente, nesta sexta-feira (5), Ricardo Jardim, de 65 anos, suspeito de assassinar a namorada e ocultar partes do corpo em diferentes pontos de Porto Alegre. O caso ganhou repercussão quando funcionários da rodoviária encontraram o torso da vítima dentro de uma mala deixada no guarda-volumes por 12 dias, após sentirem um cheiro forte no local.

As investigações indicam que o crime foi planejado em etapas. Em 13 de agosto, braços e pernas da mulher, cuja identidade ainda não foi divulgada, apareceram em sacos de lixo na Zona Leste da capital. Uma semana depois, em 20 de agosto, o suspeito deixou o tronco em um dos locais mais movimentados do estado, a rodoviária. O crânio ainda não foi localizado, e a polícia acredita que poderia haver um “terceiro ato” planejado por Jardim.

Segundo o delegado Mario Souza, o preso “é extremamente educado, frio e aparentemente muito inteligente”. Para ele, Jardim “cometeu o crime com a intenção de afrontar a sociedade. Afrontar o estado, afrontar a polícia”. Ainda de acordo com o delegado, “este homem não pode estar em condições de convívio na sociedade. É uma pessoa que tem capacidade de cometer crimes altíssima”.

A Polícia Civil também aponta que o feminicídio pode ter tido motivações financeiras, já que o suspeito tentou usar cartões de crédito e movimentar contas bancárias da vítima, ele ainda não prestou depoimento oficial após a prisão. Além disso, ele teria deixado pistas falsas e até feito denúncias para confundir as investigações.

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Essa teria sido a dinâmica do crime, segundo a Polícia Civil (Foto: Reprodução)

Histórico do suspeito

Jardim já tinha histórico de violência. O outro crime ocorreu em 2015, e a decisão da Justiça saiu em 2018, onde ele foi condenado a 28 anos de prisão por matar e concretar a própria mãe.

Na ocasião, o publicitário foi considerado culpado por três crimes: homicídio duplamente qualificado (motivo torpe ou meio cruel), ocultação de cadáver e posse de arma. Na ocasião, ele negou, assumindo apenas que escondeu o corpo.

Ele cumpria pena, mas conseguiu progressão de regime e estava foragido no momento do novo crime.

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