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Por Chico Alves
Senadores petistas e aliados do governo se disseram surpresos com a decisão de Jaques Wagner (PT-BA) de votar a favor da PEC que limita as ações dos ministros do Supremo Tribunal Federal. “Estávamos resistindo a interferência em outro Poder e tínhamos revertido alguns votos, como de Omar, Veneziano e outros. Mas Wagner, Otto Alencar (PSD-BA) e Ângelo Coronel (PSD-BA) enterraram a separação dos poderes com argumentos desprezíveis. E com isso acabaram desestimulando outros votos já revertidos”, comentou ao ICL Notícias um senador aliado do governo, sob anonimato.
Segundo outro parlamentar da Casa, a agenda adotada pelos integrantes do comando do Senado objetiva a aproximação deles com a bancada bolsonarista, que conta com 25 senadores. O foco é a eleição para a presidência do Senado, em que Rodrigo Pacheco (PSD-MG) apoia Davi Alcolumbre (União-AP).
Um outro parlamentar avaliou à reportagem que “os baianos cederam a pressão contra a democracia e a institucionalidade” – todos os senadores da Bahia votaram a favor da PEC.
Os governistas lembram que Lula exonerou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para que ele voltasse à Casa e votasse contra a PEC. “O presidente fica exposto”, acredita um deles. “ Acho que Jaques Wagner cedeu à pressão do Pacheco e do Davi contra o STF para atrair os bolsonaristas do Senado. Ele virou herói dessa gente pela capitulação. E o fato de a Bahia ter votado em bloco é emblemático”.
Para um dos governistas do Senado, o voto de Jaques Wagner fragiliza Lula, o transforma em uma espécie de Joe Biden (uma referência às informações de que o presidente americano não tem o total controle sobre o seu governo”
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