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A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) aponta que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) saiu fortalecida do embate público com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Segundo o levantamento, 42% dos entrevistados afirmam concordar mais com Michelle no desentendimento, enquanto 18% dizem apoiar mais Flávio. Outros 22% afirmam não concordar com nenhum dos dois, 3% concordam parcialmente com ambos e 15% não souberam responder.

O levantamento também indica que quase metade dos entrevistados (49%) já conhecia os vídeos publicados por Michelle expondo o conflito familiar. Outros 51% disseram ter tomado conhecimento do episódio apenas durante a pesquisa.

Maioria aprova divulgação dos vídeos

Questionados sobre a decisão de Michelle de tornar público o desentendimento, 45% avaliaram que ela agiu corretamente, enquanto 38% consideraram que a atitude foi um erro. Outros 17% não souberam ou preferiram não responder.

Entre os eleitores de direita, 35% afirmam que Michelle acertou ao divulgar os vídeos. No grupo dos eleitores bolsonaristas, esse percentual é de 20%.

Impacto do vídeo de Michelle Bolsonaro. (Foto: Reprodução)
Impacto do vídeo de Michelle Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

A pesquisa também investigou quais teriam sido as motivações da ex-primeira-dama para publicar o conteúdo. Entre os eleitores de direita, 35% acreditam que ela buscou se opor a alianças políticas das quais discorda, enquanto 17% entendem que a divulgação foi uma resposta a episódios de desrespeito por parte de Flávio. Entre os bolsonaristas, esses percentuais são de 31% e 15%, respectivamente.

No conjunto dos entrevistados, 34% acreditam que Michelle pretendia fortalecer uma eventual candidatura própria à Presidência, 25% apontam divergências sobre alianças políticas, 16% dizem que ela reagiu aos ataques que teria sofrido, 4% afirmam que todos esses fatores contribuíram para a decisão, 2% apontam outras razões e 19% não souberam responder.

Possível impacto eleitoral

Segundo a Quaest, a crise também pode ter produzido efeitos na pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Entre os eleitores de direita, 53% afirmam que a participação direta de Michelle na campanha aumentaria as chances de vitória do senador. Entre os bolsonaristas, esse percentual é de 45%.

A pesquisa também registrou queda na intenção de voto em Flávio entre eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas. Nesse segmento, o apoio ao senador passou de 82% para 74%.

No total da amostra, porém, 47% afirmam que a participação de Michelle não aumentaria as chances de vitória de Flávio, enquanto 38% acreditam que sua presença na campanha seria positiva. Outros 15% não souberam responder.

Caso Jaques Wagner e Desenrola 2.0

O levantamento também mediu a percepção dos entrevistados sobre outros temas políticos. Em relação à investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT), 37% consideram que o episódio tem impacto muito negativo sobre a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 25% avaliam que o efeito é pequeno.

Já sobre o programa Desenrola 2.0, 35% dos entrevistados afirmaram que a iniciativa aumentou significativamente a renda das famílias.

A pesquisa Quaest, encomendada pelo Banco Genial, ouviu presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07181/2026.

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