Os mercados globais iniciam a segunda-feira (9) sob pressão após a forte disparada do petróleo, que voltou a superar a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022. O movimento ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de energia.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em queda, refletindo o receio de que a alta abrupta dos preços da energia amplifique as pressões inflacionárias e desacelere a economia. O petróleo WTI chegou a ultrapassar US$ 110 por barril durante a madrugada e, posteriormente, reduziu parte dos ganhos, sendo negociado em torno de US$ 102, com forte valorização no dia.
A escalada ocorre após grandes produtores da região, como Kuwait, Irã e Emirados Árabes Unidos, reduzirem a produção diante do aumento das tensões no Golfo. Apesar disso, parte do avanço foi contida pela expectativa de que ministros das Finanças do G7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo) discutam uma liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços.
No Brasil, a semana começa com agenda econômica esvaziada. O destaque é a divulgação do relatório Focus nesta segunda-feira, com projeções atualizadas para a economia. No cenário internacional, investidores aguardam os dados de inflação ao consumidor e ao produtor na China referentes a fevereiro.
Na política doméstica, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que irá ao Senado apresentar pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após revelações sobre conversas privadas entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Brasil
O Ibovespa encerrou a sexta-feira (6) em queda, refletindo o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais diante da escalada de tensões no conflito envolvendo o Irã. As perdas, no entanto, foram parcialmente compensadas pela forte alta do petróleo e pela reação positiva a balanços corporativos.
O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,61%, aos 179.364,82 pontos, acumulando baixa de 5% na semana. No câmbio, o dólar comercial à vista fechou a R$ 5,2438, com queda de 0,82% no dia, mas ainda registra alta semanal de 2,14% frente ao real.
Europa
As bolsas europeias operam em forte queda, com os investidores acompanhando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e a alta dos preços do petróleo.
STOXX 600: -2,13%
DAX (Alemanha): -2,52%
FTSE 100 (Reino Unido): -1,61%
CAC 40 (França): -2,43%
FTSE MIB (Itália): -2,47%
Estados Unidos
Os índices futuros de Nova York recuam, refletindo basicamente a tensão no Oriente Médio, uma vez que não há dados econômicos relevantes previstos para esta segunda. Ao longo da semana, no entanto, estão previstos indicadores de inflação, emprego e Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA.
Dow Jones Futuro: -1,51%
S&P 500 Futuro: -1,36%
Nasdaq Futuro: -1,50%
Ásia
As bolsas asiáticas reduziram parte das perdas nesta segunda após a forte queda registrada no início da sessão, em meio ao alívio parcial nos preços do petróleo depois de sinais de aumento de oferta pela Arábia Saudita. Das notícias da região, os agentes acompanham dados da China.
Shanghai SE (China): -0,67%
Nikkei (Japão): -5,20%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,35%
Nifty 50 (Índia): -2,27%
ASX 200 (Austrália): -2,85%
Petróleo
O preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, depois que os principais produtores de petróleo do Oriente Médio, Kuwait, Irã e Emirados Árabes Unidos, reduziram a produção de petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz.
Petróleo WTI, +13,17%, a US$ 102,87 o barril
Petróleo Brent, +14,76%, a US$ 106,37 o barril
Agenda
Em dia de agenda esvaziada nos EUA e na Europa, a China divulga dados do preços ao produtor de fevereiro e de preços ao consumidor, também de fevereiro.
Por aqui, no Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli ressaltou, em nota divulgada pelo seu gabinete, que a última decisão proferida por ele na relatoria do Banco Master foi para determinar que a Polícia Federal encaminhasse o material colhido no celular do banqueiro Daniel Vorcaro ao Supremo. Toffoli deixou a relatoria do caso em 12 de fevereiro, após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregar ao presidente do Supremo, Edson Fachin, um relatório com mensagens extraídas do celular de Vorcaro que faziam menções a Toffoli.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg