Lula renova ataques e diz que Bolsonaro deve ser preso se denúncia for provada

Presidente diz ainda que 'pelo fato de eles pedirem anistia antes de serem julgados, eles merecem ser condenados'
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Por José Marques

(Folhapress) — O presidente Lula (PT) fez, nesta quinta-feira (20), seu ataque mais duro a Jair Bolsonaro (PL) desde a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) que acusa o ex-presidente de liderar uma tentativa de golpe após a derrota nas eleições de 2022.

O petista afirmou que, se for provada a denúncia, “ele [Bolsonaro] só tem uma saída, ser preso”.
“Ele e quem participou dessa quadrilha que não estava tentando governar, mas tentando tomar conta do país como se fosse propriedade privada. Obviamente, eu acho que eles terão o direito de se defender, de dizer que é mentira”, afirmou Lula em entrevista à Rádio Tupi, do Rio de Janeiro.

Paulo Gonet denunciou Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, nesta semana (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Questionado a respeito de o Congresso aprovar anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, Lula afirmou que “eles estão se autocondenando quando estão pedindo a anistia antes de serem julgados”.

“Eles nem foram julgados e eles já estão pedindo anistia. Ou seja, eles estão dizendo que são culpados. Só pelo fato de eles pedirem anistia antes de serem julgados, eles merecem ser condenados”.

“Se o cidadão está sendo acusado, ele não pode ficar pedindo perdão antes de ser julgado”, disse o presidente.

“Eles terão que ser julgados, e se forem julgados vão ser condenados, e depois de condenados é que se pode discutir o que fazer com eles. Uma boa cela e um tratamento com muito respeito aos direitos humanos é o que eles merecem se eles forem considerados culpados”, acrescentou.

Fala de Lula

As falas de Lula saem do esforço da tentativa de despolitizar o processo contra Bolsonaro que ministros do governo viam nas declarações dele desde que a denúncia foi apresentada, na terça-feira (18).

A avaliação no governo Lula era de que um distanciamento político legitimava a condução do STF (Supremo Tribunal Federal), além de neutralizar o argumento bolsonarista da perseguição para fins eleitorais.

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