PF suspeita que ordem de prisão contra Mauro Cid vazou

Polícia Federal encontrou casa vazia e mala pronta para viagem aos Estados Unidos; filha de Mauro Cid havia alterado a passagem para viajar no mesmo dia
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Por Juliana Dal Piva e Cleber Lourenço

 

A Polícia Federal (PF) suspeita que a decisão judicial que autorizou a nova operação contra o tenente-coronel Mauro Cid tenha vazado antes do cumprimento dos mandados. Documento oficial da corporação mostra que, ao chegar à casa da família Cid, por volta das 8h10 da manhã, os agentes encontraram o local vazio, com a porta apenas encostada e com sinais de que os moradores haviam saído “pouco tempo antes”.

Durante a busca, a PF arrecadou itens como computadores, pen drives, HDs externos, celular e cadernos com anotações manuscritas relacionadas a atos golpistas. Mas o que chamou a atenção dos investigadores foi o que estava no quarto da filha de Mauro Cid: uma mala de viagem pronta, com roupas e objetos pessoais.

Por meio de sistemas de controle migratório, a PF constatou que Giovana Ribeiro Cid havia programado inicialmente uma viagem para os Estados Unidos no dia 30 de maio de 2025, mas não embarcou. Em seguida, adquiriu uma nova passagem em 11 de junho, com embarque para o dia 13 de junho, poucas horas após a deflagração da operação da PF.

 

O novo itinerário previa partida de Brasília às 14h15, com conexão em Guarulhos (SP), e destino final em Miami (EUA), com chegada prevista para a madrugada do dia 14. Os bilhetes estavam no nome de Giovana e com localizador registrado no documento da corporação.

Pouco depois, às 9h35, Mauro Cid chegou à casa acompanhado de seus advogados. Para os policiais, isso indica que ele já sabia da operação. A filha chegou cerca de 30 minutos depois. Ambos foram intimados, e Cid compareceu à sede da PF ainda naquela manhã para prestar depoimento.

Os investigadores agora apuram como a informação pode ter vazado e se houve tentativa de fuga por parte da família. A presença de militares do Exército e de um assessor jurídico do Comando Militar do Planalto durante a diligência também foi registrada no documento oficial da PF.

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