Intolerância religiosa: quando a vítima é criminalizada

A realidade é que não somos todos iguais e não recebemos os mesmos tratamentos
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O Brasil é um país dividido por vários apartheids sociais definidos por raça, gênero, cultura e espiritualidade: desigualdades e violências históricas, que vêm sendo evidenciadas cotidianamente, sobretudo, nas redes sociais.

Podemos dizer que na realidade é que não somos todos iguais e não recebemos os mesmos tratamentos. Isso é mais que afirmação dentro da sociedade, principalmente diante das realidades que vem sendo escancaradas todos os dias.

Diante do crescimento dos casos de racismo e intolerância religiosa, dentro do presente cenário político e social brasileiro, ainda prevalece uma realidade que não nos favorece em nada.

A intolerância religiosa e o racismo são reais e ameaçam o cotidiano de boa parte dos grupos religiosos marginalizados. E no momento em que me arrisco a escrever essas linhas, vários casos de racismo e intolerância religiosa estão acontecendo dentro e fora do Brasil.

Aqui destaco a repercussão do caso do juiz Adhemar de Paula Leite Ferreira Neto, do 2º Juizado Especial Cível de João Pessoa, que negou o pedido de indenização movido pela sacerdotisa Lúcia de Fátima Batista de Oliveira de Santo, vítima de intolerância religiosa por parte de um motorista de aplicativo.

O caso nos chama atenção não só pelo fato da violência, mas também pela forma como essa violência é qualificada e tipificada, chegando muito a não ter o devido tratamento. O que nos revela não só um silenciamento sobre os casos, mas também uma tentativa de criminalizar as vítimas desses crimes.

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