Lula vai comprar celular se canal no WhatsApp chegar a 5 milhões, diz Janones

Canal na rede social acumula 4,3 milhões de seguidores e se tornou ferramenta de campanha
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Por Augusto Tenório

(Folhapress) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai comprar um celular se seu canal no WhatsApp chegar a 5 milhões de inscritos. A informação foi confirmada à Folha de S.Paulo pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), administrador do “Exército do Lula”, que acumula 4,3 milhões de seguidores na rede social.

Janones falou sobre o assunto num vídeo com o presidente nacional do PSB, o ex-prefeito do Recife João Campos, após a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1. “Se a gente conseguir colocar 5 milhões de pessoas, ele vai comprar um aparelho”, afirmou na gravação.

À Folha de S.Paulo, Janones explicou que falou com o presidente Lula na manhã desta quarta-feira (14), quando houve o compromisso do petista. Segundo o deputado, a ideia é que Lula faça algumas interações com os inscritos no canal.

Trata-se de uma mudança de postura do petista, se confirmada. O presidente não tem telefone, e geralmente se comunica através do aparelho de interlocutores.

Após ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, Lula tem buscando uma mudança na sua comunicação digital. O presidente passou a gravar vídeos na vertical, num formato de selfie, algo antes rejeitado por ele.

O canal “Exército de Lula” se tornou uma das principais ferramentas de mobilização digital da campanha do presidente. Por lá, Janones orienta apoiadores em ações digitais. Ao mesmo tempo, a comunidade administrada pelo deputado criou uma batalha no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O presidente da corte, Kassio Nunes Marques, suspendeu o canal em 11 de outubro, alegando que ele servia para orientar seguidores a reproduzir conteúdos já considerados falsos pela Justiça Eleitoral. No mesmo dia, o corregedor restabeleceu o canal até que o plenário do TSE analise o caso.

Nesta terça-feira (13), Nunes Marques voltou a suspender o canal, mas depois determinou a liberação em 48h, após a campanha de Lula registrá-lo oficialmente perante a Justiça Eleitoral. Nesta quarta, o ministro autorizou a antecipação do retorno.

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