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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusa o Hamas de mudar termos do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza de última hora. Netanyahu afirmou que Conselho de Ministros israelense não se reunirá para aprovar o acordo até que o Hamas recue do que chamou de uma “crise de última hora”.

Netanyahu

O gabinete de Netanyahu acusou o grupo palestino de voltar atrás em partes do acordo numa tentativa de “extorquir concessões de última hora”. A previsão inicial era de que o Conselho de Ministros de Israel se reunisse nesta quinta-feira (16).

Segundo a agência de notícias Reuters, o governo israelense deve aprovar o texto e afirma que alguns detalhes do documento ainda precisam ser finalizados. Um membro do Hamas afirmou à agência que o grupo está respeitando os termos do acordo anunciado pelos mediadores.

O acordo de cessar-fogo foi anunciado na última quarta-feira (15) pelos Estados Unidos e pelo Catar. Os dois países, junto com o Egito, mediaram as negociações. A previsão é que sejam liberados dezenas de reféns, além da retirada gradual das tropas israelenses de Gaza.

Acordo de cessar-fogo

O acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, com o acordo assinado, entrará em vigor a partir de domingo (19). O tratado será implementado em fases, que ainda dependem de negociações. O acordo prevê o fim definitivo do conflito e a libertação de todos os reféns que ainda estão sob o poder do Hamas.

Primeira fase do acordo de cessar-fogo prevê a libertação de 33 reféns em troca de mil palestinos detidos por Israel

A primeira parte do cessar-fogo, já negociada, prevê a libertação de 33 reféns, aos poucos, ao longo de seis meses. Enquanto isso, Israel deve retirar parte das tropas da Faixa de Gaza e soltar 1000 prisioneiros palestinos.

No início de fevereiro, começam as negociações da segunda fase, com a possível liberação de reféns que estão com o Hamas. Já a terceira e última fase também depende de negociações. Segundo o plano, nessa etapa serão acordados a reconstrução de Gaza e quem governará o território palestino. A última etapa representaria o fim definitivo da Guerra.

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman, pediu para que Israel e Hamas se comprometam a cumprir com o plano acordado. O presidente dos EUA, Joe Biden, falou da a importância da entrada de ajuda humanitária para os civis palestinos que estão em Gaza e lembrou das famílias israelenses vítimas do terrorismo.

“Mesmo enquanto celebramos esta notícia, lembramos todas as famílias cujos entes queridos foram mortos no ataque do Hamas em 7 de outubro, e as muitas pessoas inocentes que perderam a vida na guerra que se seguiu. Já passou da hora de os combates terminarem e de o trabalho de construir a paz e a segurança começar”, disse em comunicado.

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